Acredito que todas vocês já tenham visto imagens da tragédia que mais uma vez assola o Rio com as chuvas de verão. Dessa vez, o problema se concentra na Região Serrana, ponto turístico lindíssimo do estado, que agora está passando por uma situação triste toda vida.
Pra quem for de qualquer lugar do Brasil, algumas contas foram disponibilizadas para arrecadar doações em dinheiro:
SOS Teresópolis – Donativos (prefeitura de Teresópolis) Banco do Brasil Agência: 0741-2 Conta: 110000-9 CNPJ – 29.138.369/0001-47
Prefeitura de Nova Friburgo Banco do Brasil Agência: 0335-2 Conta: 120.000-3
Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira) Caixa Econômica Federal Agência: 1041 Operação: 003 Conta: 1490-8
ou
Banco do Brasil Agência: 3475-4 Conta: 32.000-5
Para quem for do Rio e puder ajudar com donativos, AQUI tem uma lista com locais que estão recolhendo doações. Os desabrigados precisam principalmente de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes, pás, caixas de papelão e itens de higiene pessoal (sabonete, pasta de dente, fraldas, absorventes, lencinhos úmidos, etc).
O Hemorio está recebendo doações de sangue. No final de semana bateram o recorde de gente passando por lá, foi tão emocionante!
Quem puder não deixe de ajudar também os animais! Estão precisando de ração e medicamentos pros bichinhos que conseguiram se salvar também (ai, vocês viram aquela cena horrível da mulher que teve que largar o cachorrinho? Claro que não vou ficar aqui relativizando desgraça, mas foi muito triste também). Nos comentários tem os locais onde vocês podem ajudar.
E não se esqueçam que outras cidades também estão passando por momentos difíceis na região Sudeste. Como a imprensa está toda focando nas cidades do Rio, a gente pouco fica sabendo disso.
Nos comentários desse post tem muita informação extra, ok?
Muito muito triste. E minha amiga Vanessa Bracony ainda não deu notícias! Espero que esteja tudo bem, querida! 8*(
Esse mês eu comprei a Nova porque não consegui resistir à lindíssima capa com a Milena Toscano.
Mesmo com o decote tchutchuca way of life, estava linda! O cabelo era o de sempre (“tenho meu próprio sistema de ventilação”), mas dessa vez não ficou over não, tá muito bonito, e a maquiagem perfeita. Uma capa sem excessos, tipo beleza possível, que deu gosto de ver. Sinceramente ainda acho que deveriam trabalhar melhor o guarda-roupa, porque gente, tããããoooo cansativo esse negócio “mulherão”. A Nova é o sexy a um passo do baile funk – pelo menos é assim que eu vejo.
Mas enfim, as matérias de relacionamento não costumam chamar muito a minha atenção porque acho tudo muito robótico e mais do mesmo. Mas dessa vez, até por motivos pessoais mesmo (não é tudo motivação pessoal?), vi uma que me interessou. “Sabotagem amorosa”.
Não sei quantas vezes algo do tipo já apareceu nessa e em outras revistas femininas, mas achei que de uma forma geral a matéria foi feliz. Quantas de vocês já pararam pra pensar em como a gente se sabota? Não só em relacionamentos amorosos, mas com amigos, com trabalho, com tudo mais? No fundo no fundo, a gente é sempre nosso pior inimigo. Não só por admitir certo tipo de pensamento negativo sobre si mesma (“não sou boa, magra, bonita, inteligente, capaz, etc o suficiente”), como também por permitir que outras pessoas nos convençam dessas e de outras coisas parecidas, e até piores.
No caso da matéria, relacionamentos amorosos. O ponto de partida é uma teoria que aprendi na prática, e que sempre falo pras minhas amigas: se todo namoro que a gente arruma é problemático, o problema é a gente. Simples assim. Porque se algo acontece uma vez, é acaso; duas você pode até dizer que foi azar; mas a partir da terceira, quéris, aí já vira comportamento padrão. E eu tive muito namoro ruim até perceber isso, que o problema é a forma como a gente se posiciona, é o tipo de pessoa que a gente busca, consciente ou inconscientemente (ou seja, sabendo que é assim e não fazendo nada pra mudar, ou não tendo ainda percebido que agimos dessa forma).
Essa matéria da Nova foi escrita a partir de uma entrevista com a autora de um livro chamado Relationships Saboteurs, Randi Gunther. Gente, o sonho da minha vida era escrever um livro de auto-ajuda em inglês, aparecer na Oprah e ficar podre de rica, mas enfim. As dicas que ela deu não são nenhuma novidade, mas quem sabe não dão uma luz pra alguém entre vocês, né? Então vamos lá.
Resumindo os comportamentos sabotadores de relacionamentos amorosos (não copiei a matéria, só citei os padrões e fiz comentários, ok?):
1 – Você é insegura. Essa é a mãe de todas as sabotagens, em todos os aspectos da vida. Eu sei porque já fui muito, e hoje ainda sou o suficiente pra me atrapalhar sozinha. Se não fosse a confiança que gente muito querida me passa por osmose (e por algumas broncas também), nem sei. “A insegurança é a experiência emocional da perda antecipada”. Ih, não vai dar certo. O trem nem aconteceu ainda, e a insegura já tá encalacrando no pessimismo. No namoro, o inseguro precisa de aprovação e de provas de amor o tempo todo, senão pira. Mas como no fundo todo mundo é egoísta, o namorado acaba percebendo que é impossível tentar preencher esse buraco, e desiste antes de pirar ele mesmo. Né?
2 – Você gosta das coisas do seu jeito. Quem divide um relacionamento (e/ou um espaço), precisa aprender a abrir mão às vezes. Não dá pra fazer as coisas sempre do jeito de um apenas. O controle tem que ser meio a meio, ninguém na mão de ninguém. Porque uma hora o controlado se sente sufocado, roda a baiana, e pede pra sair. Ou pede pra você sair. E gente que não sabe ceder acaba sempre sozinho, minha mãe me ensinou.
3 – Você faz tudo pelo parceiro. Por outro lado, não dá também pra sair abrindo mão de tudo. Isso te coloca na outra ponta do último item. Uma hora você vai querer cobrar tanto "altruísmo", mas aí a pessoa já estará mal acostumada, e não vai se sujeitar a cobranças. Também tive meu quinhãozinho desse perfil, mas aprendi depois de atrair muito manipulador pra minha vida. Não entre em relações onde você assuma o papel de vítima e o outro de aproveitador, verbalize sempre suas necessidades. Se o cara não se interessar, pegue outro no pacote de biscoito.
4 – Você tem medo de se entregar. Apesar da cafonice na escolha do verbo, é isso aí: você tá sempre com pezinho atrás e não percebe que cada história tem potencial pra ser uma história diferente – desde que, obviamente, você não tenha caído em algum padrão frenético de escolhas erradas. Uma hora o cara cansa de te provar que pode dar certo, e aí você fica sozinha again. Não é o que você faria? Essa eu anotei. Projeto pra 2011, parar de começar TODOS os meus pensamentos com a frase "bom, de acordo com a minha experiência nesse tipo de situação"...
5 – Você gosta de ser ouvida – sempre. Auto-explicativo. Ninguém gosta de gente que vive pra ser o centro das atenções, que não passa a bola, que não sabe dividir, que se acha, que...
6 – Você é inocente. Mesmo que não esteja mal-intencionada, permite certas segundas intenções externas: ex que vive ligando, amigo com quem você tem intimidade puxando conversas safadeeenhas no MSN, paquera platônica do trabalho mandando email, perfil em redes sociais cheio de gente sensualizando pra você, etc. Ou seja, tudo que te deixaria magoada e/ou P Da Vida se fosse o contrário. Esconder essas coisas é chabu, porque omissão, assim como mentira, tem perna curta. Aí um dia o cara descobre do nada, olha o problema. E aí ele termina o namoro. Não é o que você faria [2]?
A sugestão é aprender a reconhecer esses traços comportamentais em você, e a neutralizá-los. Resumindo muito (e sendo muito óbvia também), aprender a se posicionar na hora que você precisa se posicionar, ceder quando precisa ceder, e, principalmente, não errar onde não gostaria que errassem com você. É por aí que a gente encontra o equilíbrio necessário pra estar numa relação saudável.
Ei, a matéria não diz que seria fácil! rs
O negócio é se disciplinar pra ser feliz. Não permitir pensamentos negativos, baixar a guarda enquanto não tiver provas concretas de que aquela pessoa não merece seu comprometimento, não permitir que passem por cima de você, mas também reconhecer quando você está querendo, por capricho, passar por cima do outro.
E bora ser feliz em 2011! Seja buscando um namorado fora de um padrão que nos traga sofrimento, seja dosando melhor um bom relacionamento no qual a gente já se encontre. Ninguém quer ser infeliz, certo?
A matéria está nas páginas 108-110 do exemplar de janeiro de 2011 (ano 39, n°1).
Então, gente, estamos em dias de correria e família e pouco tempo pra internet, todas nós – blogueiras, leitoras blogueiras, leitoras apenas. Mas não podia deixar de reservar um tempinho pra passar aqui e deixar o meu desejo de Natal pra vocês que acompanham o TT.
O que espero é que hoje e amanhã sejam dias de paz. Não apenas essa paz que a gente vive pedindo, essa paz externa, que diz respeito ao nosso direito de ir e vir sem ser assaltada ou coisa pior. Falo de uma paz mais profunda, que tem a ver com a gente mesmo. Paz de espírito.
Claro que desejo isso sempre, mas hoje é o que peço com mais força: que a gente deixe de lado toda a mesquinharia, aquela maldadezinha que a gente não se dá muita conta que tem dentro do coração, mas que tá lá fazendo estrago. Que a gente trabalhe sempre o que temos (ou podemos ter) de bom. Solidariedade, compreensão, perdão, que podem ser tão difíceis, mas que só trazem coisa boa pra gente mesmo.
Então não desejo maquiagem nova, creminho caro, roupa de grife. Desejo que hoje todo mundo possa deitar a cabeça no travesseiro sem raiva de ninguém, se sentindo agradecida pelo amor que possui, e desejando levar a vida sempre assim.
É difícil, eu sei que é. Mas quem leva consigo uma luz boa, quase sempre consegue. Então isso é o que peço de presente de Natal pra vocês: muita paz interior, independente do momento pessoal que estejam vivendo. E que tudo melhore, inclusive a gente, sempre. ;)
Quando acontece comigo eu aproveito pra sair um pouco do cercadinho e colocar algum plano antigo pra acontecer.
Bom, aconteceu ontem. Resolvi cobrir uma tatuagem que tinha no pulso, que na época que fiz significava alguma coisa, e depois perdeu o por quê. Ainda bem que tinha escolhido uma tinta rosinha pra fazer o símbolo. O ruim foi que passei três anos ouvindo que uma criança tinha feito um borrão com hidrocor em mim. O bom é que quando cobri ela praticamente desapareceu. ;)
Tão vendo algo por baixo da minha corujinha? Bom, eu vejo porque sei que tá lá! rs A pele ontem tava inchada e avermelhada, mas já tá super normal, eu é que preguicei de tirar outra foto.
Fiquei matutando um tempão sobre o que queria colocar em cima da outra. Cogitei uma Nossa Senhora Aparecida estilizada, porque né, a pessoa precisa se cercar de energia boa, fechar o corpo, essas coisas. Mas como amo corujas, e elas têm todo um significado pra mim, acabei decidindo desenhar uma. Pesquisei muito, e acabei encontrando um anel nessa minha última ida à BH. Comprei só pra fazer o desenho e tatuar. :)
Aí deixo minhas dicas pra quem pensa em fazer, mas tem medo de se arrepender:
1) Não aja sem pensar. No meu caso, a "louca" baixou só pra dizer vai lá hoje fazer essa tattoo. Mas a idéia dela já estava formada há muito tempo.
2) Você precisa se conhecer muito bem antes de tomar uma decisão dessa, e também saber exatamente o que deseja. Eu gosto de linhas simples, de desenho limpo, sem sombreamento, e queria algo estilizado, preto, sem fofices ou realismo. Acho que o resultado foi uma tattoo delicada, mas não infantil.
3) Cuidado porque gosto muda. Tem desenho que a gente acha lindo quando tem 15 anos, mas daí tem que pensar se quer chegar aos 40 com um Barbapapa no tornozelo. hahaha
4) Ainda que seja um desejo seu, você não precisa de uma tatuagem. Se tiver dúvida, não faça. É aquela velha história: sim é sim, não é não, talvez é não também.
5) Pesquise muito antes de decidir quem fará sua tatuagem. Você precisa se identificar com o artista, mesmo que vá fazer um pingo preto atrás da orelha. Quem fez a minha foi o Alan Macintosh, que conheço desde a época do colégio. Ele era o responsável por distribuir apelidos e fazer caricaturas de todo mundo na sala de aula. O estúdio dele fica na Mariz e Barros, 175, em Icaraí, Niterói. Mas não se animem, porque ele é comprometido. rs
6) Cuidados posteriores: na primeira semana muito Bepantol, nosso velho conhecido de guerra, e filtro solar sem-pre.
7) Dói, amigas. Quem diz que não dói tá mentindo pra você (viu, Amália?). Mas é uma dor suportável. Dói mais no pé e na costela, segundo dizem os tatuadores. Só que dor é aquilo, cada um sente de um jeito. Eu chorei de dor quando fiz um pequeno símbolo cor de rosa, mas essa coruja cheia de traços doeu muito pouco, muito menos do que eu imaginava que doeria. Então tomem uns goró e relaxem com a agulha. Brincadeira, não estou fazendo apologia ou dizendo que tomei antes uma tequila. Ou um cosmopolitan.
8) Cuidado com cores. Converse bastante com o tatuador pra ver quais ficam legais na sua pele. Tenho uma amiga bem mais branca que eu. Ela fez uma tatoo só rosa no pulso, e ficou linda. A minha ficou apagadíssima (rabisco de hidrocor poderoso depois que você lava a pele com água e sabão, sabem como?).
9) Tatue apenas algo que faça sentido pra você. Que remeta à sua história. Não precisa ser algo bonito de se ver pra ninguém mais além de você (oi? Vejam isso no meu twitter e corram pra baixo da cama. Aliás, não façam isso, porque é lá que eles se escondem!). Não tatue porque achou o desenho lindinho, só porque tá na modinha - isso pode causar arrependimento depois.
10) Não deixe ninguém te convencer a fazer uma tatuagem, nem deixe ninguém te convencer que não deve fazer. Quem gosta, gosta. Quem não gosta, não gosta. Decida o seu lado. Se você gosta, decida se quer fazer, ou se quer apenas admirar - e não tem nada errado com isso!
Mas e então, o que vocês acharam da minha corujinha? Alguém com mais dicas?
Quem tem tattoo levanta a mão! (e se tiver foto na net deixa o link, adoro ver!)
Quem me conhece sabe que falo até pelos cotovelos. Quem me conhece um pouquinho mais sabe que apesar disso em determinadas situações a matraca se fecha e dá lugar pra um outro tipo de comunicação, meio travada e emocional.
Como eu digo isso que estou pra dizer agora? A participação da Vivi no Trendy Twins subiu no telhado? A Gêmea Boa foi para aquela fazenda onde as gêmeas boas vão para descansar?
O único jeito de dizer é dizendo, acho. Então é isso, esse é meu último post aqui, meninas.
O Trendy Twins é uma idéia muito maior do que uma pessoa, porque ele congrega a atenção diária de muitas pessoas. Ele é infinitamente maior do que a minha pessoa sozinha. Tenho orgulho por ter feito parte da sua estrutura criativa original. Mas agora é hora de ir.
Vocês mudaram minha maneira de encarar a vida e nunca serei capaz de agradecer o suficiente por isso.
Hoje acordei me lembrando de uma das últimas tirinhas que li do Calvin, que achei muito emocionante, e que cortei do jornal e guardei durante muitos e muitos anos antes de perdê-la em meio às diversas mudanças que fiz.
A tirinha falava exatamente disso, de mudanças. No desenho, os amigos conversavam sobre o fim daquela parte da história. E, apesar do tom melancólico, de algo bom que se perde, de despedida, terminava com o Haroldo dizendo pro Calvin que términos não são necessariamente ruins, e que um exemplo era que a torta da mãe do menino também era muito boa, mas que ele ia chegar em casa e comer tudinho até o fim. :)
Na época eu era beeeeem mais nova, e a única coisa que senti foi a tristeza daquela partida, do fim daquela tirinha que eu acompanhava semanalmente, que me fazia rir, que me trazia algo de tão bom que eu não queria que acabasse. Mas hoje, com muita experiência de vida acoplada ao meu repertório emocional, vejo que mudanças devem ser sempre benvindas – porque mesmo que num primeiro momento elas pareçam ser algo negativo, lá na frente a gente acaba descobrindo que o resultado foi algo de bom.
O Trendy Twins, como vocês que passam por aqui mais assiduamente podem perceber, sofreu algumas modificações, está passando por mudanças grandes, e logo logo vai ter tanta coisa nova e boa por aqui. É que o choque da mudança tem isso de positivo, te impele a colocar a cachola pra funcionar, a tirar projetos da gaveta, a pensar “novo”. E isso acaba sendo bom pra todo mundo que participa da história, não importa do papel que possua nela (a blogueira que escreve, a blogueira que lê, a leitora que participa, a leitora que prefere ficar quietinha).
Então isso é algo que eu queria muito falar pra vocês, pra gente pensar um tiquinho antes do final de semana (querem coisa mais cheia de possibilidades do que um sábado seguido de um domingo?): não se assustem com a vida que segue. Porque logo ali, dobrando a esquina, tem sempre uma surpresa muito boa nos aguardando. ;)
obs: achei que seria relativamente fácil encontrar essa tirinha a qual me referi no texto, mas tá difícil! Será que imaginei ela? rs Escrevi pro Depósito do Calvin pedindo help. Essa aí em cima é a última tira da dupla. :)
Hoje está sendo assim um dia muito emocionante na minha vida. Porque eu tô bem desorganizada com tudo, casa em obra com todas as minhas coisas espalhadas pelos cômodos, viagens que deram uma atrapalhada no andamento no blog (mas que vão render muito post legal ainda!), mil projetos nos quais estou apostando precisando de atenção, e uma desregulada no trabalho que estou começando a organizar.
Mas assim, no meio disso tudo tive um momento de emoção tão forte que precisei vir aqui dividir com vocês. Olhem só o que encontrei graças à obra:
Gente, vocês têm noção do que é isso? Um tesouro! Os meus LPs do Menudo, os emos da década de 80! Pensei que meu pai tivesse destruído tudo assim que eu saí de casa.
Vocês que são mais novas (ouço um tsc tsc tsc da Lú Ferreira) não fazem idéia do que era ser uma menudete. Chorava ouvindo If you're not heeeeeeereeeee, e lambia a televisão quando o Ray passava, ficava acordada até mega tarde esperando passar "o novo clipe" deles no Fantástico (era sempre a última matéria, e eles sempre cortavam o final do clipe por causa do tempo, chorava de ódio!), e depois passava mal porque nenhum deles era meu namorado. Enfim, algo que suas irmãs e primas menores devem experimentar com aquelas bandas de emo (sei que tem mais de uma, mas eles me parecem todos iguais ao Peter Wentz). Algo que a maioria de vocês experimentam quando vêem o Fiuk - eu pelo menos sinto uns comichões no coração.
Onde consigo passar isso pra CD, vocês sabem?
Pena que minha pasta de recortes com todas as matérias nas quais eles apareciam (Manchete, Contigo, álbuns de fotos, tinha até páginas de revistas estrangeiras que eu roubava da minha prima sem nenhum tipo de dor na consciência), mas essa eu acho que minha mãe jogou fora no segundo em que me mudei de casa. :/
Quem entende minha alegria, diga aí: qual era o Menudo/namorado imaginário de vocês???
Perceberam o tom do título? E aí, bora discutir a relação? rs
Muitas de vocês estão com a gente desde o início e outras foram chegando de mansinho, ao longo desses três anos. Vocês não imaginam o frio na barriga que dá, em pensar que o que escrevemos aqui vai chegar, de alguma maneira, na sua frente, na sua vida; nem que seja por alguns segundos. É uma responsa pesadona, não dá pra sair falando qualquer bobagem, porque não temos como imaginar como está o momento de quem lê, de que maneira isso vai atingir cada pessoa. Por isso a alegria de saber que nesses anos a balança sempre pendeu mais para as respostas positivas.
Mas a vida é feita de momentos, né?
O Twins nasceu de um momento muito legal, com uma idéia que deu certo. Duas pessoas, dois pontos de vista diferentes sobre um mesmo assunto. O tempo foi passando, vocês foram chegando e tudo começou a tomar um corpo bem maior do que no princípio.
Nosso alcance aumentou. O publico se multiplicou (viva, viva!) e isso, além de alegria, trouxe algumas questões que não esperávamos. Por exemplo, é engraçado que até hoje nos confundam, respondam para uma a pergunta que outra fez e coisas assim. Trocar os Estados então, acontece direto, mas só mostra que a essência do Twins, essa verve de dualidade, é forte, uma identidade mesmo.
Só que nem tudo são flores. Como a gente se expõe muito (todo mundo que está na web está exposto em maior ou menor grau, acho que disso ninguém duvida), óbvio que nos tornamos alvo fácil de julgamentos, né? Isso nem tem grandes consequências, porque ninguém aqui está reescrevendo a História do Mundo ou nada do gênero; mas aos poucos, algumas críticas mal colocadas e até mesmo ataques sem noção foram podando a nossa liberdade individual.
De repente a gente se encontra questionando demais o que postar ou não; se deve ou não dizer assim, dizer assado. Não tem graça isso, não. Inibe a paixão, sabe. Afeta nossa espontaneidade e diretamente isso se reflete no conteúdo.
Mais do que isso, nessa análise rápida, a surpresa: o TT ultrapassou essas duas pessoas. Hoje ele é maior do que a soma das nossas personalidades, tendo adicionado à receita o gosto do seu público leitor. Peneiradinho, essencial ao bom funcionamento da liga que forma o todo. Um blog que deixou de ser à moda do Chefe pra assumir que é à moda da Casa!
Aí chegamos na parte nova da história. (tcharam)
O Twins está ganhando um irmãozinho!
Eu, Vivi, estou iniciando um projeto individual, paralelo ao Trendy Twins. Um espaço onde poderei destrinchar o que entendo como de interesse pessoal, ou seja, minha tralha toda. Podem ser desdobramentos do que vivencio para construir as matérias do Twins ou de outros trabalhos, como o Papo de Beleza, e podem ser outras coisas também, alheias ao consumo investigativo, mas que fazem parte da minha vida e podem interessar - ou não! rs - quem nos acompanha aqui.
Pra não atulhar o TT com um mundo de informações que às vezes vão fugir, sim, do universo da belê, criei esse novo canto e cada um de vocês fica livre para transitar por todos eles e ler aquilo que der vontade, participar, enfim, seguir conosco sempre e quando estiver a fim de papear, sobre batons ou não.
Com isso espero continuar fazendo o que gosto, que é falar com vocês e desfrutar de uma liberdade maior, longe da patrulha que insiste em nos colocar em uma forminha simples e "normótica", que só pode ter opinião sobre um assunto e, pior, só com um ponto de vista.
É isso, amoras, todo um lance de mutação, asas, links, conexões.
Queria compartilhar esse momento com vocês e justificar minha ausência. Estou "de licença", resolvendo todos os fios soltos dessa história.
Semana que vem tô de volta, com todas as infos sobre o assunto (e com o Diário da Pele também, porque minha caixa postal está toda feliz, cheia de depoimentos)
Pra quem mora na cidade e não conhece o lugar, ou pra quem está de visita à Sampa, uma dica pra incluir no roteiro: o restaurante Osteria, no Itaim Bibi.
Não tirei foto de dentro dele porque né, tinha outros clientes, e tal, mas é fofo o ambiente, gente. Fomos na sugestão do maître: robalo crocante com risoto de aspargos. De comer chorando!
Serviço: Restaurante Osteria Rua Manuel Guedes, 243, Itaim Bibi, SP
Ah, uma coisa que acho que não tem no Rio (pelo menos em Niterói não tem, se eu estiver errada me corrijam nos comments, tá?) é uma lanchonete que serve sundae de Häagen-Dazs! Esse eu nem consegui fotografar, tamanha a felicidade em minha boca. Sundae de sorvete de Bailey's, gente? Vocês tem noção?
Só lembrei da foto muuuito tempo depois!
Atualizo com o endereço, porque esqueci de anotar o nome do lugar. Mas a Rê Kelly sabe.
Converso muito sobre isso com outras blogueiras, quando acontece da gente se encontrar, porque acho que é papo pra "olho no olho" mesmo, e também porque não sou fã de gerar polêmica na internet - porque a gente sempre acha que tá sendo clara, mas tem quem se equivoque e/ou leve a coisa pro lado errado, afinal o autor não tem controle sobre o impacto do que escreve. Então, pra não ser mal interpretada em assuntos que envolvam terceiros, prefiro ficar quieta. Mas hoje abri o email e tinha um comentário tão sem noção que né, abriu meu apetite pra publicar minha opinião aqui.
É que tem gente que simplesmente não capta, não concatena. Acho que não entende o que é blog, que quem escreve não é um robô com fórmula mágica pra agradar todo grego e todo troiano desse mundo. Que quem escreve blog não vive em função de escrever blog, que tem uma vida pra levar, outras ocupações e responsabilidades e necessidades. Outro dia, por exemplo, uma amiga blogueira encontrou sem querer em outro blog uma pessoa reclamando dela, atacando pessoalmente mesmo, só porque ela tinha demorado dois dias pra responder uma pergunta. Informou delicadamente que não tinha tido tempo pra entrar na internet, e a resposta que recebeu foi um clássico do nonsense: "mas você tem Iphone!".
:/
Blogar tem que ser opção, gente, não obrigação. Obrigação é fazer jornal, revista, programa de tv, redigir petição, preparar aula, investigar o problema do paciente, atender bem seu cliente, e por aí vai, porque do contrário a página fica vazia, o programa não vai ao ar, o cliente perde a causa, o aluno não passa na prova, o paciente perde a vida, o cliente sai sem comprar. Mesmo um blog que se propõe a ser diário, como o TT, a coisa tem que ser feita com prazer, senão desanda. E, mesmo que desande pra uns, ainda vai ter quem goste do jeito que está, porque o que faz com que a gente defina um blog como "bom" ou "ruim" é algo muito pessoal: gosto.
Não entendo gente que acha que todo blog tem que ser igual, repetindo o que consideram uma fórmula de sucesso. São pessoas que acham que todo mundo tem que ser nivelado e colocado dentro de uma tag. "It", "pequeno-grande", "creuzo", "classe A-B-C", etc. Pra mim existe blog mais antigo e blog mais novo, bem escrito e mal escrito, feito por blogueira simpática ou por blogueira antipática. Ponto. E eu entro em qualquer blog que seja feito por pessoa(s) simpática(s) quando o assunto do dia me interessa, porque a informação pode vir de tudo que é lugar. Não importa se é blog de beleza ou de moda ou de esmalte, se "tá na mídia" ou se não tá. Só não perco tempo mesmo com quem se acha melhor do que os outros, porque se a pessoa não me interessa, o que ela tem a dizer também não.
Quem é que pode achar legal que todos os blogs funcionem da mesma forma, ou que abordem os mesmos assuntos da mesma forma? Será que não é bom ter opções, da mesma forma que temos com mídia impressa? Eu compro todo mês Elle, Estilo e Vogue, às vezes Gloss, Marie Claire e Criativa, não compro Nova, Manequim, Capricho e outras tantas que podem ser legais também, mas cuja abordagem não me interessa sempre - e revista, ao contrário de blog, tem um custo, certo? Então é questão de se identificar mesmo, e de entender que não é pessoal se você não curtir ou descurtir, é só uma questão de timming. Daí você sai pra comprar outra revista ou vai ler outro blog, não precisa mandar carta ou email agressivo dizendo que não te interessa mais. Porque isso sim é ter tempo de sobra nas mãos!
Cada um tem sua história, sua escrita, sua opinião, sua abordagem. Cabe a quem lê escolher o que prefere. É igual tudo mais: tem seriado policial que eu gosto e seriado policial que eu não gosto, tem massa de empada que eu gosto e que eu não gosto, dupla sertaneja que eu gosto e que eu não gosto (e mesmo que goste, tem vezes que paro de acompanhar alguma coisa, depois volto). É que o tema pode ser o mesmo, mas a abordagem (o tempero) é diferente, e cada um escolhe a que mais lhe apetece. Mesmo no caso do TT, que é um blog só, o tempero varia: eu e Vivi temos maneiras diferentes de nos expressar, de escolher e colocar a pauta, e mesmo divergência de opinião. Tudo bem.
E posts acontecem de acordo com o que tem vontade de falar no dia, pode ser uma dica, uma interferência no post da outra ou de outra blogueira, algo que se pesquisou durante meses, algo que se viu naquele dia. Falta de assunto pra mim é ficar em silêncio, coisa que muitas vezes faço - e na maior parte do tempo nem é falta de assunto, mas de tempo. Se quero escrever sobre o dia que paguei 46 reais pra fazer pé e mão, ou se a Vivi mostrar o rosto vermelho pós-peeling, vai ter gente que vai gostar de saber sobre algo que aconteceu comigo, e gente que não vai gostar, vai ter gente que vai se interessar pela proposta de se mostrar o dia a dia da recuperação da pele dela, e gente que não vai. Se a pessoa que lê entende que cada dia é um dia, e que com ele surge um novo assunto, vai voltar, interagir, sugerir, e é assim que cada blog sobrevive. E seja considerado "grande" ou "pequeno" (definições que pessoalmente acho podres), todo blog está sujeito a ganhar ou perder audiência todo santo dia.
Mostrar uma compra, ou a foto do cachorro, ou falar de algo que aconteceu no dia, ou mostrar o esmalte que tá usando, a roupa que tá vestindo, um site que acha bacana, a bolsa que queria comprar, a festa para a qual foi convidada, o hot e o not, tudo isso é assunto. Tem blogueira que escreve quando dá vontade, outras fazem um post por dia, outras quando tem tempo pra sentar e escrever, e não postar não significa não ter assunto, assim como publicar um texto que não interessa um grupo de pessoas não significa que a blogueira não tenha o que falar. Cada blog tem seu funcionamento, e sempre vai ter dia que o assunto vai parecer mais interessante ou não pra um ou pra outro. Será que isso não é meio óbvio?
Eu, como leitora, prefiro os blogs mais pessoais, e mais pé no chão também, mais próximos da minha realidade. Mas tenho o maior respeito por todos os outros. E acho que o problema maior é justamente a falta de respeito, de quem lê blog e de quem bloga também, em relação ao que não gosta. Cada um no seu quadrado, vivendo e deixando viver, porque o mundo não é assim? Por que tudo tem que ser guerra de ego? É como diz a personagem da Emily Blunt num filme que eu adoro (O Clube de Leitura de Jane Austen): "high school is never over". Realmente, o que mais se vê é a sétima série all over again!
Pra terminar, lembro muito de que quando eu comecei quem lia meus posts era a Vivi, e eu os dela. Quando a gente começou não tinha isso de receber produtos de graça ou ser chamada pra festas. A gente viveu muito de cada pedacinho dessa história de blogs de beleza, do ponto zero ao que se vê hoje, e espero continuar pra ver muito mais. Lembro que quando percebemos que seria legal entrar em contato com empresas pra pedir amostras ou releases pra conhecer os produtos, a gente o fez (ouvindo muito não ou recebendo silêncio em troca), por isso entendo muito bem quem tá começando e se perdendo no comofás. Mas não custa nada tentar entender como funcionam as coisas, vai ter sempre alguém disposta a te ajudar.
Blog é coisa muito nova, envolvimento de empresa e de publicidade em blog coisa muito mais nova ainda, tá todo mundo aprendendo a fazer enquanto faz. Mas o fato de você receber um release sem pedir ou ter que pedir um release não te define. O que te define é o que você faz com a informação que tem, e o que te impulsiona a ter um blog. Porque gente fake, que taí pelo que pode ganhar, e não pelo prazer da brincadeira, existe em blog de tudo que é "nível de crescimento", digamos assim. O que muda é o valor do brinde.
Outro dia fui procurada pela Priscilla Garcez, uma das meninas (menina mesmo) mais fofas que já tive a oportunidade de conhecer. Ela é estudante de jornalismo, e precisava entrevistar alguma blogueira pra um trabalho da faculdade. E me escreveu, perguntando se eu topava. Quem me conhece sabe que sou o ser mais tímido desse mundo, e a conversa envolvia gravar um vídeo. Mas claro que disse que sim, como poderia negar um convite desses? E achei tão engraçado ela me agradecer, porque né, quem tinha que agradecer era eu.
Porque pensem bem, de quem era a honra ali? Toda minha, é claro, que gerei interesse o suficiente em alguém pra que ela pensasse em mim, não é verdade? Nem sei se fui décima quinta opção (fui, Pri? rs), mas ainda que tenha sido. Pra mim é sempre um prazer muito grande quando alguém que lê o blog me pede coisa parecida – uma dica, uma opinião. Ou escreve pra dizer que foi atrás de alguma indicação e adorou. Porque eu sempre penso assim, meo, quem sou eu. Eu só fico é feliz de verdade quando posso ajudar.
Me lembro quando dividia apê com a Carol, essa amiga que apareceu no post do Mickey Jagger, e eu tava numa crise sem fim com o caminho profissional que tinha escolhido. Cara, que coisa fútil é essa que eu faço na vida. Dar aula de francês! Claro que achava uma delícia ensinar, interagir com os alunos (com alguns alunos, pelo menos, especialmente os coroa bunito), passar um conhecimento e aprender por tabela. Mas não era nada que mudasse realmente ninguém.
Porque aprender francês muda o que na sua vida, a não ser que você precise muito disso pra um emprego, uma viagem, um curso, um sonho desse tipo? É um desvio pro que você quer de verdade. E eu queria ter feito uma faculdade que me permitisse dar alguma contribuição ao mundo, ajudar gente que precisa de verdade, tipo ser um Medécin sans Frontières, qualquer coisa que gerasse um retorno (porque, apesar dos problemas, minha vida de um modo geral é MUITO boa). Mas com minha especialidade, ãhn, fazer o quê? E eu sei que isso vai soar piegas e/ou populista pra algumas pessoas, mas bom, só tô sendo bem honesta.
Aí o tempo passou, e anos depois descobri que aquele blog no qual eu escrevia coisinhas de mulher, futilidades, “besteiras”, acabou se tornando uma válvula de escape pra essa minha necessidade. Não é que eu ache que causo alguma mudança relevante no mundo, pelamor. Porque eu moro na Terra, tá gente. Mas com certeza já ajudei de alguma forma umas duas ou três pessoas. Gente que me mandou email quilométrico pra contar sobre a vida, sobre como um post besta meu alegrou o dia, ou tocou de alguma forma. E são essas pessoas que me mostram que não importa o que você faça, sempre existe a possibilidade de se promover alguma mudança em quem você atinge. Eu não tô desenvolvendo aqui um trabalho com gente carente de saúde, de comida, de educação, mãns, de vez em quando, alguém me mostra que a vida melhorou um pouquinho porque alguma dica que eu dei ajudou a levantar sua auto-estima.
Aí eu deduzo que: blog de futilidade? Não creio. Se sentir bem consigo mesma é ser fútil? Ser feliz com a tela que deus nos deu, e melhorá-la dentro das nossas possibilidades, pra que a gente esteja sempre se sentindo no auge do nosso mojo (né?), isso pra mim não é bobeira não, é questão de sobrevivência. Numa sociedade que valoriza tanto a imagem, em que a gente é bombardeada pra se sentir diminuída praticamente o tempo todo, se sentir segura consigo mesma é vital, não é tolice.
A gente pensa que o que faz é só falar de batom, mas não. Dependendo do que se escreve num blog, e da forma que se escreve, a gente pode ajudar um tiquinho alguém que esteja precisando de um toque mínimo naquele momento X. De vez em quando. Uma vez a cada semestre. Um pouquinho mesmo. Mas é um pouquinho que lá na frente pode representar tanto pra essa pessoa. Quem pensa o contrário, nunca recebeu um email contando uma história que emocionasse.
Aí voltei no tempo. Lembrei que dei aula durante alguns anos pra uma menina linda, a Amanda. E ela seguiu estudando francês – só que em Paris. Foi viver o sonho, e eu tive uma pequena participação nisso. Ajudei com o que pude, não foi? E teve o Alexandre, que foi estudar matemática em Lyon. E a Diana, que foi morar um ano na França. E o Salgueirinho, que foi passar uns meses no Québec. E mais alguns alunos que me contaram com um sorriso nos olhos que conseguiram comprar uma calça ou um croissant em alguma viagem, falando francês. Então valeu a pena. Né? Ajudar a colocar um sorriso nos olhos de alguém?
Então hoje acho que oportunidade pra se doar um pouquinho e fazer diferença na vida de outras pessoas é algo que tá em tudo que é lugar, em tudo que é escolha, em tudo que é opção profissional. Eu que era boba, e não entendia. ;)
No último dia 13, a Damaris deu um pulo na Kiehl's, no shopping Iguatemi/SP, pra um programa bem legal: um bate papo com a (musa) Chiara Gadaleta, stylist e embaixadora da marca no país. O tema da conversa, Ser Sustentável com estilo e a Nova era da Moda.
Eu "visto um wrap dress" bonito pra Kiehl's, por vários motivos. Primeiro por uma questão de conceito: desde 1851, quando eu ainda nem era nascida!, a empresa de Nova York só fabrica produtos com ingredientes biodegradáveis, sem conservantes ou corante, e utiliza embalagens antipoluentes e recicláveis - nada de plástico! Daí que, segundo (e só quem já usou um shampoo ou uma loção corporal da marca vai entender), Kiehl's é amor dentro de potinhos. E terceiro vocês logo vão saber, stay tuned. ;)
Então o papo com a Chiara foi sobre como podemos aplicar sustentabilidade ao cotidiano. Nada de virar eco-chato, mas sim aprender que cada um de nós precisa de fato colaborar com o planeta. Como? Consumindo de maneira consciente, respeitando o meio ambiente, contribuindo para a manutenção do lugar onde vivemos.
Algumas atitudes simples podem fazer toda a diferença:
- usar menos água (ninguém precisa deixar o chuveiro ligado durante 40 minutos);
- reciclar roupas e objetos para uso próprio (customize peças que você enjoou antes de comprar novas, e dê para quem precisa as que você não pretende usar mais);
- consumir apenas produtos de empresas "saudáveis", ou seja, que prezem o meio ambiente;
Uma dica bem legal que ela deu foi organizar bazares com as amigas pra trocar roupas, coisa que é febre nos EUA e em alguns países da Europa. É fácil de organizar, e uma ótima maneira de se divertir também.
E nunca desanime achando que o que você pode fazer é tão pouco que nem vale à pena. Como disse a Chiara, "ao pensarmos no imenso impacto que pequenos gestos podem causar, chegamos a conclusão de que cada ato é importante".
Pra quem se interessar, o blog da bela, Sustentável com Estilo, está cheio de informações bacanas!
Ontem foi um dia super legal pra mim, porque pude conhecer uma pessoa pela qual eu sou assim apaixonada no mundo dos blogs: a Lú Ferreira.
Gente, não tem como ser mais linda e bonequilda do que aquela menina, juro. O Chata de Galocha é um dos meus blogs preferidos há tempos, e não é à toa que cresceu tanto, porque a Lú, além de super talentosa pra coisa, é de um capricho com a página, mas de um amor... já viram os looks da Lú? Que fotos mais produzidinhas e incríveis? E sabiam que ela é a embaixadora número 1 da Eyeko, contando assim o mundo todo?
Bom, aí ontem tô eu presa no trânsito infernal da Gávea, ligo pro hotel pra dizer que ia chegar atrasada, e a Fran me diz que a dona Chatinha tava lá. Dei gritinhos, né? Sabem aquela coisa de fã? E durante o encontro teve uma brincadeira, e o prêmio seria um lançamento da Eyeko e um CD das Spice Girls (que eu não gosto, mas né, queria era o balm incrível). Aí aproveitei que estava do lado da Lú, e que ela é designer, e fiz minha dupla na marra. Eu tava crente que era só ela que teria que desenhar, e pedi uma coruja hippie. Ficou tão fofo que eu vou fazer uma tattoo igual! rs Só que aí a gente descobriu que eu teria de desenhar também, e...
Sentiram o drama, né? Claro que a gente perdeu na hora do julgamento?
E aí eu descobri que a Lú é muito chata mesmo, porque não levou fé em mim, ficava querendo passar as outras meninas pra trás e desenhar nela mesma, e super fez cara feia pra minha borboleta. Eu até tentei puxar o saco deles escrevendo Pretty London, né, mas não deu, porque quem escolheu a dupla foi um hóspede do hotel que tava perdido por lá. Quem ganhou foi a Fran e a Nãna, e eu achei total marmelada, mas tudo bem, deixa quieto.
História de perdedora à parte, o que eu queria mesmo era dar uma dica pra quem, como eu, é muito sem gracinha na hora de mexer no cabelo, porque falta dom, sabem como?
A Lú fez um vídeo bem legal ensinando a fazer semi-cachos com chapinha, e eu super achei uma boa dica, né, tentar algo novo na secsta-feira. ;)
Aqui vai:
Fala sério, muito fofa.
Ah, só mais uma história rapidinha, não tem nada a ver mas foi tão surreal que eu preciso repassar. Pra quem não conhece o Rio, a Gávea é um labirinto, e o hotel ficava tipo no centro do labirinto, sabem como? Aí tava de carona com uma amiga, e a gente não sabia chegar lá. Saímos de um engarrafamento pra uma rua de gente bacana onde não tinha vivalma. Aí, bem na subida da rua, vimos um carro de polícia. Aí fomos parando pra pedir informação. Os ômi tavam checando a documentação de um motoqueiro. Sem ter mais o que fazer, vestimos a cara de pau e perguntamos pro policial onde era a rua Sérgio Porto. Ele não sabia, daí perguntou pro motoqueiro, que ensinou pra gente como chegar lá. Assim que o carro saiu, eu e a Carol tivemos uma crise de riso. Gente, pensa na cena? O cara levando uma dura e ainda dá informação pra gente? O policial dando uma dura e pedindo informação pro suspeito meliante? Coisas do Rio de Janeiro. Chose de loc.
Meninas, o tópico nada tem a ver com fat pride (aliás a Glorinha deu uma boa explicação pra isso esses dias), mas sim com dificuldades ligadas ao fato de se estar acima do peso, ok?
A Clarisse Medeiros está trabalhando num projeto da faculdade sobre o problema que é comprar roupas quando se está, assim, com excesso de fofura no corpinho (eu! eu!). Quem se identificar e puder ajudar na pesquisa, é rápido, indolor e totalmente anônimo: é só clicar AQUI.
Aliás, o Mulherão tá promovendo um evento bacana aqui no Rio, em Botafogo, no dia 25 de setembro: um Dia de Modelo Plus Size, sessão de fotos pra quem quer iniciar carreira ou só pra se sentir bunita mesmo. InformaçõesAQUI.
...
Aproveitando pra deixar minha opinião sobre o assunto levantado lá pela Glorinha, eu não acho que ser/estar gordo deva ser algo pra se ter orgulho. Assim como ser magro também não. Estar magro, aí já é outra coisa, porque só quem precisa lutar de verdade pra manter um certo peso sabe o problema que é. Quem nasce com predisposição pra ser magro não tem razão pra bater no peito, certo? rs
O que eu acho que deve ser motivo de orgulho é a pessoa que pode dizer "eu não me meto na vida dos outros". Gordura, assim como o outro lado (ou seja, a super falta dela), tem sempre alguma coisa por baixo dos panos. Se não fosse assim, todo mundo escolheria ser magro, uai!
Então assim, orgulho a gente deveria ter é de viver a própria vida e deixar os outros viverem as deles. E isso vale pra absolutamente todo tipo de julgamento que a gente faz: o tipo de corpo, o tipo de roupa, o tipo de salário, o tipo de beleza, o tipo de trabalho, o tipo de postura, e por aí vai. Não matando nem roubando nem magoando, que mal tá fazendo o gordinho ali?
E pra quem tem aquela resposta na ponta da língua "mas é questão de saúde". Primeiro, ainda que seja, o problema é do viciado em açúcar, não necessariamente seu (considerando aqui quem se sente afetado por quem vê na rua, e não quem tem motivos de preocupação com familiares, etc). Segundo, tem muito gordinho saudável, assim como tem muito magro todo estoporado por dentro.
Assim, não vamos nos meter se não tivermos intimidade suficiente com alguém pra chegar e dizer: o que está acontecendo, amiga? Você precisa da minha ajuda? Sim? Não? Qualquer coisa tô aqui. Se não é o caso, não vamos ajudar, também não atrapalhemos criticando. Porque problema e defeito todo mundo tem. Até a Bündchen! Então vamos dar mais atenção ao nosso próprio telhado de vidro, please. Porque só quem calça o sapato sabe onde dói o calo, não é verdade?
Mas enfim, só um comentário. Como diria o Forrest Gump, isso é tudo o que tenho a dizer sobre o assunto. ;)
Faz muito tempo, li uma entrevista com a Jodie Foster que me deu aversão à atriz: em certo momento, ela dizia que quando encontrava um passarinho caído, seu primeiro impulso não era ajudar, e sim chutá-lo pra longe.
Não sei se ela realmente disse coisa parecida, afinal não dá pra confiar em edição de entrevista - quanta gente famosa vive reclamando que distorceram suas palavras? Mas a verdade é que nunca mais a vi com os mesmos olhos. Claro que dava pra entender a metáfora. Ela quis dizer, se é que realmente disse, que valorizava pessoas "fortes" e não sentia simpatia pelas "fracas". Mas isso me marcou não só pela questão real, essa cultura do - me desculpem, não tem outra forma de colocar isso - fodão, como também pela imagem fornecida por ela. Afinal, que tipo de pessoa chuta pássaro ferido?
Porque eu tenho problemas com os dois lados da frase. Não me identifico com quem não sente compaixão por quem se encontra em desvantagem de qualquer tipo, física, social, educacional, financeira, emocional, etc. E definitivamente não me identifico com quem faz maldade com bicho. Quem se acha melhor que outras pessoas (ou espécies) geralmente acha que tudo bem passar por cima de quem e do que for em nome do que ambiciona, sem culpa ou vergonha. Daí pra humilhar subalterno é um pulo. Não, não é esse tipo de gente que eu admiro. Pra mim, ser fodão é praticamente sinônimo de ter falha de caráter. Às vezes eu até acho que não tem espaço pra mim nesse mundo de alfas, viu, porque não me adapto.
E tem os casos mais graves, os psicopatas-borderline com os quais a gente lida no cotidiano. Foi um desses que acabou com o meu dia. Eu tenho que falar pra tirar do sistema, pra amanhã poder voltar a falar de cor de batom. Me desculpem por sair do tipo de texto que vocês encontram sempre aqui.
Moro num condomínio de beira de praia, e os moradores da área sempre tiveram de lidar com o descaso de muita gente do tipo que descrevi acima. Gente que joga animal de estimação fora, por exemplo. Aí aquele monte de bichinho perdido, que sempre teve o que comer e onde dormir tendo que lidar com fome e que apanhar dos que já estão calejados de rua. Eu mesma já trouxe três pra casa, em diferentes momentos, e foram dos animais mais carinhosos que já tive.
Faz quase um ano, apareceu um viralatinha amarelo, super bonachão e sorridente na entrada do condomínio. Adotou o espaço, e foi rapidamente adotado pelos porteiros e alguns moradores. Várias pessoas (eu, entre elas) tentaram carregá-lo pra casa. No fim, foi preciso aceitar que ele não estava atrás de dono, nem de cama quentinha. Podiam levar pra casa, mas ele sempre achava um jeito de voltar pra rua, pro cantinho que já era dele. Pirulito era cachorro-passarinho.
Aos poucos, ele formou um grupo. Ele, o Barbicha, e duas fêmeas que a gente chama de Odaliscas. E era um grupinho super do bem. Nunca brigavam entre si, estavam sempre brincando e dormindo pertinho uns dos outros. E adoravam os moradores que cuidavam deles. A gente levava comida, água, fazia carinho. Eles reconheciam até os carros, davam alerta de noite quando aparecia alguém no calçadão, nunca atacaram ninguém. Enfim, não faziam mal. Claro que alguns moradores não gostavam deles, mas ainda não tinha sido caso de reunião de condôminos.
Por um tempo, apareceu um doberman viralata, que tentou puxar briga com o Pirulito, mas ele era tão safo que escapou da encrenca fingindo que aceitava a lei do mais forte que ele. Como sempre fazemos, levamos o doberman pro veterinário castrar, achando que isso daria jeito na agressividade. Não deu tempo de ver se ia dar certo; mal chegou, um morador da área, que já demonstrou de várias formas que algum grau de psicopatia possui, jogou um de seus pitbulls em cima dele. E lá foi o bichinho quase morto de volta pra veterinária. Acabou dando uma sorte danada, melhorou e foi adotado. Dois problemas resolvidos, porque a paz voltou a reinar no portão. Por algumas semanas, pelo menos.
Ontem o tal morador da área se mudou aqui pro condomínio. E a primeira coisa que fez foi dizer pra quem quisesse ouvir que ia dar um jeito nos bichos da rua. Coincidência ou não, hoje recebi o telefonema que tava temendo: os quatro cachorros tinham sido envenenados. Larguei tudo e corri pra portaria, ligando do celular pro veterinário. Barbicha tava quietinho, uma das Odaliscas por perto, outra sumida, e o Pirulito mais lá na frente na rua. Fui até ele com o coração na mão, chamando, e ele não se mexia. Quando eu cheguei perto ainda pedi pra ele se levantar, mas ele já tava morto, e foi uma das cenas mais tristes que já vi. Sei que é maldade pensar assim, mas puxa, logo o Pirulito. Foi como se tivessem matado um bicho meu, o meu sofrimento hoje é esse.
O veterinário conseguiu medicar a tempo os outros, inclusive uma das fêmeas que a gente estava dando como perdida. Vou fazer BO e ligar pra Suipa, mas assim, por desencargo de consciência, porque sei que não vai acontecer nada. Ninguém viu nada, e mesmo que tivesse um vídeo mostrando o covarde que deu comida pra eles, isso pouco significaria. Se ele tivesse colocado fogo em índio escaparia, não é isso que acontece? Mas assim, eu acredito muito em outro tipo de justiça, e dessa ninguém escapa não. Porque mal é coisa que SEMPRE volta pra quem faz, não importa quanto demore.
Eu super entendo que gostar de animais não seja obrigação. Eu mesma não gosto de todos, mas assim, não gosto, fico longe. Não entendo é matar um bicho que não tá te fazendo mal. Que não tá fazendo mal pra ninguém. Já vi um primo fazendo tanta ruindade com um morcego que eu vomitei. E eu não gosto de morcegos. Tenho medo de quem tem coragem de matar cachorro (que quase todo mundo associa com família), e com veneno de rato ainda por cima. Fazer uma coisa sabendo que vai causar um sofrimento. É esse reconhecimento da maldade que me apavora. Quem é capaz de colocar chumbinho num naco de carne, é capaz de muitas outras coisas ruins também.
Não consigo entender o prazer na crueldade, seja com bicho, seja com gente. Pena que parece que esse grupo seja minoria. Né?
Então, o assunto vai ser velho pra quem compra a revista, mas me deixem explicar: eu ando muito atrasada nas minhas leituras (tem revista de 4 meses atrás no plástico ainda), e além disso não sou leitora de Nova. Ah, não consigo. 284746326228394726 posições sexuais por mês, ó, dá preguiça só de ver a chamada na capa - preguiça da revista, e preguiça de testar isso tudo também, porque né.
Mas aí tinha o batom da Avon na edição do mês passado, e pra essas coisas eu bato palmas, um brinde desse tipo é coisa que eu queria ver todo mês em tudo que é revista. Aí eu comprei, apesar do manual lacrado de sexo, e das várias imposições de estilo (esqueçam esmalte verde, agora vamos TODAS usar esmalte prata, ok? TO-DAS AO MESMO TEMPO AGORA). Já de cara vi uma coisa que me deixou bege: a gente bate na tecla de que formol não é bom pra você, e tá lá uma caixinha do Boticário indicando uma linha sem sal pra quem fez progressiva. Então tá.
Na terceira página perdi o élan, e resolvi ler de trás pra frente, pra ver se ficava mais interessante. Bom, resumo da história, não passei da última (digo, primeira) página. Não viram não?
10 REGRAS PARA VIAJAR COM O GATO
Vou reproduzir aqui, porque meo. Bom, vocês que ainda não viram, verão.
Tomei a liberdade de opinar com a sabedoria adquirida na vida - coisa de quem já passou várias vezes por isso, com namorado novo e namorado véio e namorado semi usado. Mas sintam-se à vontade pra discordar.
1 - Invista no "Acordei linda": levante cinco minutinhos antes dele, lave o rosto, esconda as olheiras com corretivo, escove os dentes... e espere o moço acordar na cama.
Gente, que isso, voltamos pros anos 50? Olha, na boa, esqueçam essa besteira. Se o namoro vingar, se vocês se casarem, essa rotina vai ser levada até quando? Depois que acostumar mal o caboclo, vai ser difícil explicar a cara inchada caso ele acorde antes de você, hein. Evite apenas falar de frente, limpe o cantinho do olho, e não beije de língua, já tá de ótimo tamanho.
2 - Ligue torneira, chuveiro, som e tudo o que for possível enquanto estiver usando o banheiro. Ele não deve nem desconfiar do que está se passando lá dentro.
Sim, porque você não faz número 2, né? Nunquinha, isso não é coisa de moça bonita! Meo, save the rainforest, faz favor? Que desperdiçar água o quê. Peça um momento pro cara, peça pra ele esperar fora do quarto se isso te incomoda tanto assim. Tome banho depois, finja que você tem esse TOC. Excesso de intimidade às vezes é brabo mesmo, mas aja com naturalidade, tipo, desculpa, não me sinto confortável, será que você podia dar uma voltinha... Né.
3 - Lá dentro: 1) Cheque se a descarga funciona antes de usar. 2) Prefira ir ao banheiro depois dele. 3) Tenha no nécessaire um incenso e utilize em caso de emergência.
Bom, o primeiro ponto é o único que faz sentido. Mas vamos lá: 2) Peraí, então quer dizer que EU posso sentir cheiro de cróton, é isso? Tô fora! E pior: enquanto ele não sentir vontade de ir ao banheiro eu vou ter que ficar me prendendo? 3) O cara acompanha raciocínio lógico? Vai sentir cheiro de incenso e não vai... como é que era... "nem desconfiar do que está se passando lá dentro"? Bom, pra usar incenso você precisa de fósforo, então acende logo a porcaria do fósforo e esquece o incenso? Ele vai entender de qualquer jeito mesmo!
4 - A máxima "Menos é mais" vale para a bagagem. Use de referência: para um feriado prolongado, a mala deve ser do tamanho de um buldogue - compacto, mas espaçoso.
Então gente, pra começo de conversa não bebi o suficiente pra entender essa comparação com o pobre do cachorro. Mas assim, claro que a gente tem que aprender a carregar pouca coisa, mas se você vai estar de carro, poxa, ou vai logo ali, casa-táxi-avião-táxi-hotel, leva quantos pares de sapato você quiser, né. É besteira, a gente sabe que não vai usar tudo, mas não é nenhuma excursão de trem pela Europa. E eu queria assim, saber mesmo onde é que eu encontro pra comprar isso aí que a pessoa que bolou a frase tava tomando (Chelsea Handler feelings). E lembre-se que se a mala for muito pequena, não vai ter espaço pro pacote de incenso.
5 - Nada de querer pegar o bronze do ano inteiro nessa viagem. Assim você garante noites calientes até o último dia sem ficar cheia de não me toques.
Ok, de acordo, isso é verdade mesmo se você tá com todas essas intenções. E acrescento: não se depile no dia anterior à viagem também não, coloca aí uns três dias antes na agenda, porque existe sim o risco de uma depilação recente estragar a festa.
6 - Jamais o deixe vê-la de touca de banho nem de calcinha bege/grande e/ou furada - aliás, nem leve!
Bom, vai depender do tipo de conquista que você faz nessa vida, né. Porque se o cara gosta mesmodo negócio (e de você), não vai ser uma calcinha bege (ou furada!) que vai impedir alguma coisa. Mas enfim.
7 - Exclua açaí e salada do cardápio para evitar surpresas coloridas no seu sorriso.
Eu já diria o contrário, micos leves costumam criar laços entre o casal. Por favor, não deixe de ser saudável só porque a Nova quer que você arrume um namorado fresco.
8 - Nem pense em passar uma hora e meia fazendo escova. Nem em fugir de água (mar, piscina, banho a dois...) feito gato pra não comprometer a chapinha.
Única dica que presta. Pouco tempo, e tanta coisa pra fazer... Curta a viagem, faça um rabo de cavalo, o coque da moda, não fique se prendendo a bobagens - homem não gosta disso, ele vai querer te curtir. E, sem querer generalizar mas já generalizando, se o cara der importância demais pra esses detalhes, das duas uma: chuta que é macumba, ou termina o namoro e apresenta ele pro seu cabeleireiro (outra vez, eu generalizando).
9 - Se você escorregar na cachoeira, beber demais ou pegar uma intoxicação alimentar, não faça drama. Ele vai a-do-rar estar com alguém que leve a vida na esportiva.
Isso mesmo. E se você morrer por causa de uma das alternativas acima, o gato vai a-do-rar falar no seu enterro sobre como você foi legal ao não fazer disso um drama.
10 - Essa é uma viagem romântica. Evite ficar tuitando suas aventuras.
Discordo. Conta aí to-dos os detalhes, especialmente os picantes. Todo mundo a-do-ra seguir twitter de quem conta tu-do. Saber que seu gato comprou chocolate pra você é algo assim que muda a minha vida.
Tô certa ou tô errada, gente?
Ana
update:
Que esperar brinde que nada, virarei assinante!
Nesse mês, 51 coisas pra fazer antes de casar (prova de que 51 é uma boa idéia mesmo que você não seja chegada nuns goró: as dicas vão desde comprar uma jóia a ter um affair com 3 gatos ao mesmo tempo), e um teste imperdível: calcule o seu QO (mais hein? Coeficiente de Orgasmos) e descubra se você é boa de cama.
Ai gente, lá se foi a minha saudade da revista MAD! hahaha
A Receita Federal anunciou algumas mudanças na isenção de taxas de importação de vários produtos trazidos em viagens internacionais. Vejam a matéria completa AQUI.
Porém, em notícia veiculada hoje, 04 de agosto, pela manhã, o telejornal Bom Dia Brasil anunciou que a nova norma só entrará em vigor em 01 de outubro.
Boa notícia pra começar o dia, né, não?!
Vivi
Leiam as infos com bastante atenção. Itens de uso pessoal até uma certa quantidade se tornaram isentos (roupas, jóias, maquiagem, perfumes). Já o valor limite para declaração de compras (notebooks e filmadoras, por exemplo) continua em $500 em viagens aéreas ou $300 em rodoviárias ou fluviais.
Recebi uma mensagem de uma amiga, que como muitas outras, tem uma lojinha virtual, onde vende os produtinhos que nós tanto amamos por um preço mais camarada (comprados em viagens) do que os praticados em lojas oficiais, já que essas têm as questões que tanto debatemos: custos de instalação, impostos e operacionais.
A marca entrou em contato com essa pessoa e transcrevo aqui parte de nossa conversa:
"fui notificada pela Nyx Cosméticos - Brasil, que meu blog pratica comércio ilegal de vendas dos produtos, " que o comércio de produtos cosméticos precisa de registro e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA , e que o registro para a marca NYX Cosmetics no Brasil, pertence exclusivamente para NYX Comércio de Cosméticos Ltda" e que os produtos comercializados no blog não são distribuídos pela empresa deles e que a origem é desconhecida e os mesmos não tem registro legal que permitam sua venda.
Ao final do email solicitam a suspensão imediata das vendas e o uso de qualquer imagem ou logomarca da Nyx."
Aí está a questão, amighas. Em algum momento isso aconteceria. Lembram-se que em abril desse ano o site .com da NYX já redirecionava para o nacional? Estava ali o indício de que as coisas estavam mudando.
A Lei está completamente a favor da empresa, sem dúvidas. Mas nosso ponto de vista, enquanto consumidoras, é outro.
Será que o comércio de nossas amighas que vendem o que compram em viagens movimenta um volume tão grande de $$ que chega a ponto de afetar os negócios da NYX Brasil? Eu particularmente não duvido. Os preços da NYX Brasil são absurdos.
Mas daí a justificar a carteirada e dizer que os produtos são de origem desconhecida é forçar a barra, né, empresa? Estamos falando de meninas que trazem uma dúzia de produtos na mala, não dos containers que entram nas fuças de todo mundo, pelos portos; esses, sim, com produtos altamente duvidosos, que são vendidos em camelódromos "legalizados".
Porque NYX é NYX. MAC é MAC. Lancôme é Lancôme e Kerastase é Kerastase. Desde que original, qual o prejuízo da empresa na venda do produto?
No exterior, no free shop ou na loja oficial brasileira, é produto original e, em algum momento, teve todas as suas taxas devidamente pagas. O que incomoda muita gente é se essa taxa foi paga lá e também aqui ou somente lá fora.
Todo mundo aqui sabe as quantidades gigantescas de produtos dessas e outras marcas que são negociadas tanto no ebay quanto no Mercado Livre.
E então, vamos correr atrás de todas as lojinhas virtuais brasileiras ou vamos sentar com o Governo e negociar uma reforma Tributária decente?
Nem precisa responder, Empresa. A gente já sabe de que lado a corda vai arrebentar.
Só lamentamos a oportunidade que vocês perdem de fazer a coisa certa. Muito mais difícil e demorada, mas a coisa certa.
É um setor inteiro, Empresa. Chame seus concorrentes; chamem Os Homens pra conversar! Vai ser uma luta de foice, demorada e burocrática, mas certamente teria um final muito mais satisfatório para todos.
Pros consumidores, inclusive.
Vivi
Estou tirando do ar a página de links de Lojinhas Amigas, pra evitar maiores transtornos pra todas as vendedoras.
Esse é um rápido off-topic pras moçoilas com mais de 30.
Lembram-se de como nos divertimos com a viagem do Marty McFly ao futuro? Pois é, o futuro foi anteontem.
Como lembrou o irmão da Rê Kelly, na última terça o Delorean pousou por aqui, após atingir 88 mph (seja lá o que essa medida for).
Então assim, Bruno, super valeu por lembrar que de possível namorada eu passei a mãe do Marty! ;)
Ok, segundo infos foi informação falsa (isso é que dá não acompanhar twitter). O que significa que ainda tenho cinco anos como namoradinha do McFly. :)
Ana
ps: pra quem não se sentiu atingida com a notícia, a referência é a trilogia De Volta para o Futuro.
Se eu tenho alguma dor na coluna? Que isso. Eu SÓ tenho dor na coluna.
Melhorou muito quando eu fazia pilates, mas parei e ela voltou foi com tudo. Até que chegou um dia que eu quase não conseguia andar. Doía, gente, doía tanto. Aí, claro, fui ao médico. Mil radiografias e exames e suposições e horas de fisioterapia depois, nada resolvia, nada adiantava. Até que a dor passou sozinha. Da mesma forma que chegou, do nada, e perdurou por meses, um dia acordei sem ela.
Como morro de medo de ela estar só de butuca, me esperando esquecer do assunto pra voltar, procuro fazer sempre os exercícios que aprendi com a fisioterapeuta, e me informar sobre o assunto.
Uma das coisas que descobri foi que dor nas costas não está necessariamente ligada a problemas de coluna. Pode ser uma questão de má postura. Simples assim.
Daí que a vida inteira eu tive má postura. Sério, eu chego a ter inveja de quem tem aquelas mães pentelhas, sabem, aquelas que ficam repetindo dez mil vezes por dia "olha essa postura!", porque a minha nunca se incomodou com isso. Aí que hoje quando me dou conta estou há horas toda "relaxada", com o pescoço quase entrando pela tela do micro.
Então fiquem ligadas, meninas. Aquela dorzinha nas pernas, nos pés, nos ombros, joelhos e até na cabeça podem ser causadas por postura inadequada. Que também pode ser a causa de uma barriguinha persistente (sabem aquela barriguinha de magra? Às vezes nem é gordura localizada, fica a dica!).
O problema é que ficar de olho na postura é chatinho, né? E difícil, especialmente pra quem não teve mamãe treinadora. Uma coisa que ajuda muito é fazer pilates, ioga, RPG (Reeducação Postural Global), ou sessões de alongamento. Tem muito exercício que dá pra fazer em casa mesmo (desde que você não tenha problemas, né, a gente sabe que ninguém deve adotar uma rotina sem consultar o médico antes).
Esses movimentos aqui embaixo são ótimos pra fazer antes de dormir, e, se você tiver no clima, quando acordar também:
Mais exercícios legais pra se fazer diariamente estão AQUI e AQUI. São bons pra dar aquela alongada, o que melhora nossa atenção à postura, e relaxam a musculatura, o que dá um help nas dorzinhas. Antes de dormir, relaxem bastante o corpo. Tensão nessa hora é batata: noite mal dormida na certa!
No mais, procure respirar direitinho (inspire profundamente), dê uma boa espreguiçada de hora em hora, e não dê mole pra jacaré! ;)
Ana
Perguntinha: alguma moradora da RO interessada em me acompanhar em aulas de RPG? ;)