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O Vestido da Discórdia  

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por Vivi




Fiquei chocada.

Tenho uma peça igual àquela 'da moça' que protagonizou o tumultuado episódio "do vestido".

E foi por isso que fiquei chocada: jamais na vida imaginaria que aquilo fosse um vestido. Comprei durante o inverno, numa loja de uma rede super popular de roupas femininas, e usei bastante, sempre como maxi pull. Uma batona, de malha. No caso da minha, verde. No caso da moça, pink.



Notem que só o decote é diferente, já que o da moça é canoa:



Como eu usei minha peça? Invariavelmente com jeans skinny e salto médio. Usei uma vez com botas de salto alto, quadrado, por cima da calça, num look Aspen X Alabama. Mais ou menos assim:


Tudo é uma questão de estilo pessoal + bom senso, não é?

Os curtos são realmente tendência, já faz até um certo tempo. É bonito, mas não é fácil usar e ficar bacana, por vários motivos. Proporção de altura, adequação com o clima (no frio, por exemplo, pede meias) e, principalmente, com o ambiente que você vai frequentar.

Não é uma questão de certo e errado na moda, de caretice, de convencional, nada disso. Só que quando estamos convivendo com outras pessoas, é preciso considerar os hábitos e valores delas. Se você está no seu ambiente, na sua casa, na sua festa ou whatever, faça o que quiser, ande pelada na sala, como já cantava Alanis. Mas se existem outras pessoas envolvidas, certifique-se do dress code geral, até para não parecer um peixe fora d'agua.

Ninguém precisa sair igualzinho, de uniforme - jeans + camiseta ou terninho + camisa. Aí está o grande barato, imprimir estilo em detalhes dentro daquilo faça harmonia com o todo. Cortes, recortes, decotes, drapeados, volumes, acessórios. Tantas coisas pra brincar e a pessoa acha mais fácil se destacar pela ausência da roupa do que pelo diferencial. Paciência. Como toda ação tem consequência, é preciso considerar que essas consequências podem ser desastrosas também. Daí chora e chama a polícia e a tv, enfim.

Que fique bem claro: eu não concordo com a reação geral dos alunos da tal faculdade. Por mim, Vivi, quem quiser pode andar nu em pêlo no metrô, que não vou nem olhar. Ou melhor, vou olhar e, provavelmente pensar "que disperdício de oportunidade de montar um visual legal". Porque, vamos combinar, bunda de fora é tão banal...*bocejo*

Minha opinião é que o acontecido foi quase animalesco, completamente irracional. O erro de julgamento da moça na hora de escolher o figurino não justifica o erro da turba enlouquecida que a cercou depois. Muito menos a atitude desengonçada da faculdade, que pensou, pensou e fez a coisa mais sensacionalista possível. Erros em cascata.

Acho até que, depois da óbvia revista masculina, virá uma coleção de roupas curtíssimas, desenhadas pela nova musa. Pessoalmente, vou passar longe, mas quem gosta e quer assumir o look curto, apenas atente para o todo e não esqueça que o espelho é nosso amigo, ele só quer o nosso bem estar.

Bom senso ativo, não tem erro.

Só para ilustrar, uns pics da coleção mais recente da Glória Coelho:



Nas araras, podem ter certeza de que esses vestidos ganham mais um palmo de tecido, porque a intenção é que a pessoa que usa bem um curto seja sensualmente sofisticada e não, uhn, como dizer de uma forma delicada, mal interpretada...


Boa

Foco, amighas: quanto a comprimentos, vocês usam curtos como e quando? Acham legal em que tipo de coordenação (salto alto, sapatilha, rasteira)?

A parte comportamental é uma questão pessoal e não cabe a mim julgar. Essa é minha opinião diante do acontecido, da mesma maneira que cada um tem ou não a sua.

O que é uma coisa inegável é que não é possível controlar a opinião alheia (e muito menos as ações) e é por isso que é preciso saber conviver, porque grandes tragédias acontecem por motivos toscos.

90 comentários

Olha, depois dessa polêmica toda, minha opnião não muda. Cada um usa e abusa do que bem entender e devemos respeitar isso. Respeitar os direitos e opniões de cada um.
Nem todos tem bom gosto, bom senso. Ou melhor, o que é de bom gosto para mim, não será necessariamente para outra pessoa. O que não é motivo para não aprendermos que existem diferenças por aí...O que seria do longo, se todos gostassem do curto?

Bjs twins! Camila

Para começar, eu acho que qualquer extremo deve ser evitado por parte dos alunos, funcionários, colaboradores de qualquer emrpesa. Até de sex-shop; As pessoas se sentem intimidadas com o exagero. Ela pisou na bola por usar algo tão curto, ainda mais numa sociedade hipócrita que fala muito de liberdade e respeito mas não deseja isso para ninguém e é carola e cheia de preconceitos. Então, se ela vive no mundo e respira ar, já devia saber disso.

Em contrapartida, as pessoas que a ofenderam mostrara não ter um pingo sequer de ética. Afinal, quem está com a roupa curta é ela, quem não quer não olhe, e fica tudo bem. A pessoa até pode não aprovar, pode jurar a si mesma que nunca sairá assim na rua, mas daí a partir para a ignorância e tentar interferir na vida do outro é o cúmulo.
Cada um faz o que bem entende e se ela achou natural sair assim, é porque para ela é natural. E se para outro não é natural, basta não fazer o mesmo que sua dignidade está preservada e ponto.

Eu acho que é coisa de gentinha e não tenho o mínimo respeito por quem agride alguém por uma escolha que a pessoa faz.

Eles fariam isso com um gay que resolveu se assumir, ou com um comunista atuante, ou com um vegetariano atuante, ou com um religioso fervoroso, um gótico, um nerd? Cada um faz suas escolhas.
Se bem que sabemos muito bem como as pessoas tratam os gays, religiosos - judeus, muçulmanos, crentes - , os góticos, etc. É baixaria mesmo. As pessoas vêem aquilo como uma crítica a elas. Algo como: "eu sou assim, você não é, então sou melhor que você". E se revoltam.

Mas se fosse gente que tem mais o que fazer e cuida da própria vida, isso não teria acontecido.

Vivi, sinceramente?

Não acho que o motivo de tudo aquilo tenha sido o vestido. Tem mais coisa aê.

Nada justifica o que fizeram, na-da, mas que não foi só o vestido, é fato; mesmo pq já vi gente nessa faculdade com menos roupa que essa moça.

Mas foi bom pra ela, ué, está sendo notada, como queria, certamente vai sair em alguma revista peladjeeenha, e vai ganhar muita grana processando.

Juliana Sousa

esse evento é um da série "coisas que só acontecem em São Paulo".

É só pegar o buzão aqui no Rio indo de wherever pra wherever que a gente vê umas 3 meninas vestidas assim, sem cobrir as vergonhas! rs

Vivi,
Concordo com vc, acho que, com aquela roupa, a pessoa pode ser "mal interpretada", mas nada justifica a reação animalesca.
O que eu acho mais impressionante nessa história é que, mesmo depois de tanta discussão acerca do quão absurda foi a reação das pessoas, ainda tem gente justificando o acontecido, sugerindo que ela "provocou" as pessoas... Vai ser alienado assim na ....
Sabe, acho que tem coisas que não adianta discutir!!! Se a pessoa estiver alienada por volta dos 20 anos de idade, esquece! Essa não tem mais conserto! Nâo adianta argumentar. O negócio é esperar que, com educação, as próximas gerações passem a ser mais humanas e menos hipócritas!
Me dá até preguiça de imaginar quanto comentário preconceituoso contra a garota ainda vai aparecer por aí....
*bocejo*

Eu tb acho que bom senso é fundamental,mas nada justifica a reação daqueles alunos,principalmente em se tratando de um meio universitário.
No país do carnaval e do funk.é mta hipocrisia essa polêmica toda!
Ana,como assim "coisas que só acontecem em São Paulo"? O que acontece só aqui,rss?
Bjs.

Eu fique assustado quando vi os vídeos no youtube,pq sinceramente,já vi tanta menina mais pelada que essa moça por aí...Eu acho que o qu aconteceu na faculdade dela foi uma mistura de homônios masculinos com muito despeito feminino,afinal,se ela tivesse de shortinho ninguem teria falado nada.
Não sou tão fã de curtos,quando uso sempre combino com sapatilha ou rasteira,se uso salto alto prefiro colocar uma meia e tal...Mesmo que se tratando de curtos pra mim,é algo mais comprido que o q ela está usando.Mas tudo é questão de gosto,quer usar,que use,mas as vezes acho que no brasil tem homens-bicho...Só pode!
PS:Eu ganhei a tal blusa tb,e a minha tb é pink,só q a versão de mangas curtas...Não rolou,a minha tá a venda no meu blog!
Bjs

Amo o blog de vcs, bato cartão aqui, mas este post não me desceu muito bem.

Primeiro porque as pessoas insistem em usar esse episódio deprimente para falar ou escrever sobre um "dress code" meio generalizado que é pra lá de irreal pois na verdade devemos contextualizar SEMPRE de acordo com o lugar do qual estamos falando (geografia mesmo), classe social, idade, local onde se vai, etc. O dress code é flexível, adaptável e graças a Deus que é assim! Numa faculdade não é a primeira vez que se vê microssaias e shortinhos. Nem será a última, podem ter certeza. O episódio FOI MUITO MAIS DO QUE O USO DE ROUPAS CURTAS. Pena que as pessoas insistam em permanecer neste ponto. Entendo que este é um blog de beleza, moda, e tal. Mas acho que sair desse foco para usar um episódio como esse para EXALTAR o respeito às diferenças, teria sido fundamental.

E me caiu mal também ler que coisas como essa fazem parte uma série de eventos que só aconteceriam em SP. Chato isso... Aqueles jovens universitários, num acesso de histeria coletiva e barbárie, é algo que pode acontecer em qualquer lugar. Porque volto a falar: o vestido foi um PRETEXTO para fazer emergir outros tipos de sentimentos bem mais complexos... E isso acontece do Oiapoque ao Chuí, do Canadá à Grécia. Somos seres humanos, antes de sermos paulistas, cariocas, gregos ou troianos...

O blog de vcs tem alcance demais e as opiniões de vcs são bastante valorizadas pelas leituras - e eu me incluo nesse rol - por isso o post não me caiu bem. O resto todo do blog me cai super bem e sou fã. Só acho que neste específico ficou a desejar...Entendi que vcs também foram totalmente contra a atitude da faculdade e do grupo de alunos. Mas ainda acho que o foco poderia ter sido diferente.

O que eu penso sobre este assunto? Escrevi sobre isso na semana passada no meu blog. E não mudo uma vírgula.

Beijos e até a próxima. ;-)

Por isso mesmo, pode ver, nem citei nomes, Anônima. Também considero questão de educação, comportamento mesmo. De todos os envolvidos.
E não é essa discussão que quero aqui no Twins, mas de estilo, já que considora nossas leitoras todas lindamente educadas. Já pensou, o povo exaltado chegando aqui pelo Google? Eu, heim. Como a Ana falou, lá no Rio a moça passaria incógnita no buzão... rs

É o típico episódio sem inocentes, porque não dá pra garantir que, andando no meio da avenida você não será atropelado porque os motoristas vão te enxergar e farão o que é certo, desviando; assim como não dá pra justificar que passou por cima da pessoa porque a avenida é lugar para passagem dos carros e uma pessoa não deveria estar lá...


Beijos em todas!

Saber onde usar e como usar é uma coisa. O que é inadmissível é colocar a moça como vilã. Por que a vida do outro nos interessa tanto? Por que esse falso moralismo, se em festas populares as mulheres ficam nuas? (Ex: Carnaval). Posso não concordar com o gosto da moça, mas não me dá o direito de dizer que ela é sem noção, depravada e outras coisas menos elegantes de se dizer ou escrever e querer linchá-la. As pessoas não toleram que o outro seja diferente, que aja diferente ou pense diferente. A sociedade exclui o diferente. Parecia julgamento à moda Taleban. Se tivessem pedras, a moça estaria morta hoje. Um absurdo o que aconteeu e não foi a primeira vez. sou educadora e me envergonha ver jovens serem preparados para serem preconceituosos.

A frase que voce usou é perfeita "grandes tragedias acontecem por motivos toscos".

Infelizmente é isso. Vivemos num país medíocre e hipócrita onde vemos dançarinas na velocidade 7 (!!) do créu baterem palmas com a as bochechas da bunda (particularmente, deveriam ir pro guiness book, by the way)

Assistimos o carnaval onde as mulheres desfilam com tapa sexos de 3 cm... onde a mulher melancia anda de bicicleta no RJ somente com um biquini micro, e até onde vi, ela não precisou ser escoltada pela policia.

Mas quando uma mulher dessa, usa um vestido (ou camisa, wherever) assim, sofre um puta estupro social. Hipocrisia nada...

Acontece que aqui o povo adora desgraça alheia. Parece que assim a nossa vida ganha algum valor. Todo mundo para ver acidente de carro... bem como ficam pregados na televisão pra ver um absurdo desse.

Tudo é questão de educação. Eu fui educada de um jeito, onde era terminantemente proibido ir sequer de havaianas para a faculdade, por mais legítimas que fossem. Mamãe me ensinou isso. Me ensinou que mulher de saia curta e perna grossa fica vulgar. Noiva que bebe o casamento inteiro é deplorável. Nem por isso, eu saio julgando todo mundo e tecendo comentários inoportunos. Educação é que nem C*, cada um tem o seu.

Eu tive a minha. Se a mocinha lá não teve, e foi com um vestido curto para um ambiente de faculdade, o problema é dela somente. Que a sociedade saiba aceitar as diferenças educacionais e respeite, como uma pessoa phyna faria.

E não se comportem como animais ridiculos no cio, pq sinceramente, isso é so last week....

é a primeira vez que teço opinião sobre esse assunto que preferi, por vergonha alheia, ignorar.

Espero que não se aborreçam, e se aborrecer, paciencia.

Beijocas

Concordo com o que Pri Sganzerla escreveu: adoro o blog mas esse post foi foda. 'Toda ação tem consequência (...) Daí chora e chama a polícia e a tv'?! Como assim, Brasil?! Dizer que condena a atitude da multidão enfurecida PORÉM TODAVIA ENTRETANTO... Tá que nem aquelas pessoas que dizem 'não sou racista, MAS...'

Não tem MAS, minha gente. E me entristece muito ler isso aqui no Trendy Twins, um blog tão pra cima e girl power.

O que eu acho, sinceramente, é que querem fazer da menina a santinha da história. Tudo bem que cada um veste o que acha confortável, mas acho que há lugares para cada coisa.

Se ela ia em uma festa, como a mesma disse, tudo bem, mas poderia ter colocado uma legging, por exemplo e depois tirar (leggings são finas, cabem em bolsas, já vi amigas fazendo isso) ou um jeans, ou qualquer coisa.

Acho que não há alguém sendo 100% inocente nem 100% culpado. Ela sabia sim que o vestido era curto e que ia evidenciar partes do corpo dela, além de ter certeza de que seria A única diferente no local.

Não acho que tenha sido certa a atitude dos alunos primatas gritando por aí, afinal teoricamente são eles os futuros profissionais que formarão opiniões.

E também está errada a universidade em demorar tanto para tomar uma atitude, depois voltar... com certeza há meios de saber quem é quem, seria mais fácil agir antes.

Mas enfim, acho que o post valeu sim, não achei nem um pouco ruim. A questão total é que faltou o bom senso geral: dela, pela escolha da roupa para o local, dos alunos com sua atitude de homens da caverna e da faculdade, que gostou do showzinho.

Tem gente que ainda nao entendeu: o problema nao foi o vestido da moça (assim mesmo, sem aspas! Uma mulher paga suas contas, estuda, trabalha mas não tem direito a vestir o que ela quer e quando ela quer??? E quem eh esse povo que ta posando de 'policia fashion super ultra moralista"? Ah, foi uma brincadeirinha...? Quem brinca quando grita para alguem que vai estupra-la? Quem brinca com um crime tao horrendo como o estupro???

Olha, em zilhoes de anos visitando vcs e amando o blog eu to completamente decepcionada. O post foi um tiro no peh igualzinho ao que a Uniban fez ao retirar a moca do quadro de alunos. Pegou mal....

Sobre o comentário da Ana "das coisas que só acontecem em SP" é piada em relação ao bairrismo Rio x SP. No fundo - hoje estou repetitiva - a questão de mais roupa ou menos é além de fashion, climática.

Gente, os blogs e sites de moda fizeram cara de paisagem para o acontecido, justamente pra não tomar partido e ver o espaço ser usado para discussão que não seja vestuário e atitude fashion relacionada a ele.

Fiz o post de livre e expontânea vontade, porque acho que seria hipocrisia da minha parte, que sempre pitaco sobre tudo, ficar quieta só pra não ter que lidar com diferenças. Os fatos estão aí, aconteceu. Achei que tinha sido clara no texto, quanto a minha indignação em relação a tudo e todos os participantes. Porque - como a expressão usada pela Badá - sou uma pessoa e respiro ar, então, na minha cabecinha, eu prevejo que algo acontecerá quando estou enfrentando as convenções sociais e o dress code mais básico da sociedade contemporânea (e que está, aparentemente, prester a ruir) que é o de cobrir a genitália em público.

Sou livre para sair sem calcinha, é verdade. Mas tenho clareza de pensamento que terei que lidar com a situação caso alguém com um limiar de tolerância menor que o meu se incomode

A moça poderia ter sido apedrejada e pisoteada até a morte. Ela não provocou, obviamente não foi a intenção dela, mas tomamos decisões automáticas o dia todo. E não amarrar os sapatos pode causar a morte de alguém, num passo em falso.

Sintam-se a vontade para expressar suas opiniões. Acredito que pior do que uma opinião polêmica é nenhuma opinião, porque, certamente, na ausência da nossa escolha pessoal, alguém escolherá por nós.

E preciso dizer uma coisa, acredito muito na dignidade, no poder de trabalho, na inteligência feminina. Mas não acho que porque eu posso andar com um short minúsculo, eu deva ir ao trabalho com ele.

Assim como não acho agradável que os moços entrem em restaurantes sem camisa.

Ei, gente! Sabe aquele episodio do Monty Python em que mulheres se disfarcam de homens (pondo barba e tals) para poder apedrejar outra mulher (soh os homens naqueles dias podiam ter o prazer de apedrejar mulheres)?? Eh a mesma coisa com esse caso da Geyse. Nao foi o vestido! Nao tem isso de dress code, facam me o favor! E tirem todas essas pedras de suas maos pois ja temos os homens para nos tacar pedras. Vcs viram no video a virulencia dos machinhos? Se ela saisse da sala de aula naquele momento ela seria sim atacada. Ou alguem duvida que se o primeiro nao desse um tapa nela ou pegasse nas partes intimas dela uma galera nao ia fazer o mesmo? Vamos falar de coisas leves e nos ajudar com dicas, diquinhas...coisinhas leves e que nao facam acreditar que esse tipo de homem que atacou a mulher nao esteja perto de nos num raio de 50 km. Vamos?

Naynay

Olha, desculpem, mas eu realmente não acho que a discussão sobre estilo, relacionando com este caso seja bacana. Essa história remete a estupro moral, agressão, intolerância, violência de gênero e uma porção de coisas pesadas, que nada tem a ver com estilo pessoal e opções. Como alguém comentou aí encima, adoro o blog, mas achei bola fora...

olha, só sei que aki no rio, em dia de praia galera vai de shortinhuu, vestidinho branco curtinho e já vi numa facul de ipanema a galera com canga amarrada tipo saia e camiseta!!! roupas bem mais "indecentes" e nunca vi uma parada dessa... na verdade nunca vi nada nem parecido!!! choquei com tudo akilo
bjos a todas e cuidado com as mini saias, micro vestidos etc etc

Saia e short curto pra mim são roupas pra usar em casa, na praia ou na balada. Ponto. Na faculdade ou no trabalho, nem pensar.
Não acho que seja uma questão de "cada um usa o que quer". Eu adoro usar pijama, mas vou sair assim na rua?
E na minha opinião, a garota queria aparecer, e conseguiu. Até pelo jeito dela falar e pela postura você vê que ela não tem cultura nenhuma. Pra mim, é digna de pena.

só pra deixar claro, o meu comentário não foi nem de longe para acirrar os ânimos nessa discussão sem sentido entre rio e sp!!!
bjoss a todas... cariocas, paulistas, baianas, capixabas ect ect

Meninas, sinceramente, achei que pudessemos falar sobre o assunto aqui, mas começo a me arrepender, já que interpretação é como opinião - pessoal e instransferível - e os mal entendidos são inevitáveis.

Desculpem se ofendi alguém, preciso refletir a respeito, já que minha opinião diverge muito nessa questão de liberdade (minha e do próximo).

Desculpem mesmo, estou sendo sincera, não quis atacar ninguém.

Nesse momento, parece que cometi o mesmo erro. Ela achou que poderia usar o micro vestido sem ser julgada e eu achei que poderia falar a respeito dele.

Eu concordo 100% com a Pri Sganzerla. Também amo o blog, mas acho que o post foi de mau gosto.

E também acho que não foi só o vestido que causou toda a confusão, porque dress code por dress code a mulher melancia estava num aeroporto esta semana com a bunda praticamente de fora - as usual - e não ouvi falar de nenhum comissário querendo pegar ela de porrada. Acho de EXTREMO mau gosto, mas ela pode fazer isso sem ser incomodada? Óbvio. E se incomodar alguém, caberia a alguma autoridade do aeroporto (ou da faculdade, no caso) adverti-la com RESPEITO sobre a inadequação.

Eu entendo perfeitamente que você é contra a atitude dos "universotários", mas acho machismo dizer que ela pode ter parcela de culpa por causa da escolha da roupa. Isso abre tantos precedentes... Tenho amigos gays - com trejeitos - que já apanharam na rua simplesmente porque algum babaca passava por perto e achou que eles mereciam uma lição (de moral??). E aí? Quem foi o culpado? Óbvio que a resposta é o mané que brigou, mas se meus amigos não tivessem trejeitos, eles teriam apanhado? Então isso significa que eles não podem falar e agir da forma como querem?

Eu também acho que ela errou no figurino (e que todos assumimos um risco ao sermos quem queremos ser), mas não acho que estilo sirva de pretexto para barbáries do gênero.

Acho que não tem essa questão de Rio, SP, Bahia, Sul, frio, calor, mulatas, samba, velocidade 7, nada disso.
Acho sim que todo mundo deve usar o que bem entende e gosta mas cada coisa em seu lugar.
Sala de aula, praia, shopping, fórum, igreja, não é tudo a mesma coisa!
Para cada lugar você se veste de um jeito.
Alguém vai assim a Igreja?

Não estou entrando na discussão DESSE caso e dos motivos particulares mas de uma maneira geral acho que deve existir bom senso e respeito seja ao juiz, seja ao padre, seja ao professor.

Tópicos felizes!!!
Tópicos felizes!!!
=]

Olha eu tenho 3 modelos desses, durante o dia uso comlegging, jeans... Mas na noite todo gato é pardo né???

Agora o que me deixa pasma é que as piores ofensas vem da mulherada né? Que isso gente? Onde estamos? Quem ai nunca saiu de casa vestida pro crime? ou pior quem nunca se trocou na casa da amiga pra não chocar papai e mamãe, e no Universo Universitário quem frequenta ou já frequentadou sabe que um vestidinho não é a coisa mais chocante pra que se vê né???

Ahhh eu estudei na Uniban, e sei, participai, vi cada uma de chocar realmente...

Vamos combinar que o "vestido" era praticamente uma batinha né, mas pra que todo o rebuliço em cima disso? Feliz tá a moça agora que tem até revista masculina em cima dela, ainda vai tirar um dimdim com tudo isso... hahaha!
E concordo com a Vivi, a gente precisa ter bom senso na hora de se vestir sim, mas a galera não precisa avacalhar quem não está "a caráter" para determinada ocasião. bjoo

Boa tarde!

Quase nunca comento, mas com esse post quis me manifestar.
É claro que o episódio da moça da Uniban vai muito além do vestido, tem toda a questão da hipocrisia brasileira etc e tal, mas pelo que entendi, o foco que foi dado no post foi o da adequação das nossas roupas aos ambientes que frequentamos. O dress code, por mais que muitas digam que "eu visto o que quero porque sou absoluta" (vide o episódio deplorável de Sthefany no Esquadrão da Moda, por exemplo), não existe por acaso. Fazendo uma comparação meio nada a ver, mas é como o nosso modo de falar: falamos diferente quando estamos em família, entre amigos, só com o namorado, dando aula, na roça, numa roda de desconhecidos. Assim é o nosso modo de vestir. Isso é falta de originalidade, é ser volúvel? Claro que não! Me usando como exemplo, não trabalho de roupas curtas nem decotadas, porque sou professora e não quero que meus alunos/as prestem mais atenção no que visto (ou mostro) do que no que falo. Ao passo que uso tranquilamente roupas mais decotadas ou curtas, mas sem exageros, em festas, reuniões, passeios informais. Para mim, isso é super normal. É questão de adequação mesmo. Lógico que é deplorável e inadmissível jogar pedras em alguém porque usa essa ou aquela roupa (excluindo mais uma vez o que haja por trás do episódio da Uniban, porque também concordo que certamente não foi só aquilo que aconteceu, sei lá), entretanto, também devemos ter a consciência do que usamos e onde usamos.

Abraços!
Renata

Obrigada Senhor por estar longe de tanta ignorância.
Eu entendi, ou pelo menos acho que sim.
Vivi... infelizmente a mioria dos brasileiros eh muito machista flor.
bjs

Com tanta bunda andando desnuda por aí o tempo todo não sei porque não deixar a menina se vestir como quiser. Isso é ser piriguety? É dizer que é piranha? E é crime? Se ela está bem ou mal vestida, pouco importa. Se o que pra um a peça é vestido e pra outro é blusa, é só uma questão de interpretação.
Se ela não estava adequada pro ambiente o q deveria ter sido feito era uma punição disciplinar e não um Maria Madalena revival!
Acho tudo isso muito hipócrita. Daqui a pouco vamos voltar a fazer fogueiras para bruxas e enforcamentos em praça pública.

Pra mim tá claro que a intenção do post não é culpar a moça, gente! Entendi que vocês não estão com as pedras na mão, e nem estava atirando pedras em vocês no primeiro comentário. Só acho que evocar essa história tão triste (não me interessa se a moça ficar rica depois posando pra Playboy, o que fizeram com ela é horroroso), pra falar de estilo. Abordagem errada, só isso. Tão grave quanto usar a roupa errada, só pra ficar no assunto: ninguém merece ser julgado por isso, mas não é de bom tom. Simples.

Fiquei triste de ler uma opinião tão obtusa com o resto do blog. Aqui sempre foi um espaço da expressão e do poder feminino. Achei o fim aquela parte, já citada do "Toda ação tem consequência (...) Daí chora e chama a polícia e a tv"??? Gente, se ela paga as contas dela, que use o vestidinho que quiser. Seguir dress code é 100% opcional. Respeitar o próximo, não.

Fiquei triste com a maneira leviana como o assunto foi tratado, de verdade!

Meninas,
amo o Trendy, mas também achei bola fora. Não que a opinião da Vivi não seja super poderada, porque é, como sempre. Mas esse assunto é muito mais sério do que um dress code, é uma violência contra a mulher, contra as liberdades femininas, contra todas as conquistas que nossas mães, avós, etc, lutaram tanto pra conseguir. Pode parecer exagero, mas não é não. Quando vi aquele bando agindo daquela forma, me deu um frio na espinha, me senti numa caça as bruxas... Não é um questão de vulgaridade ou de má escolha de figurino. É violência, preconceito, machismo e desrespeito. Ponto.

Sinceramente, não concordo com o modo a qual ela foi julgada, num país onde mulher com roupa bem mais curta que aqele vestido passamna tv 24, e ningm fala nada. POrém, as vzs as pessoas pedem pra levar na cabeça.
Primeiro: minha irma tem um peça identica a dela, em roxo. Desde que bati o olho na moça percebi, não é um vestido é uma bata, que se usa com leguem ou jeans... pq o modelo tem aqela parte que parece uma saia pra ficar franzida, e não reta (ou pelo menos ñ inteira reta).
Agora eu penso assim (independente da fama de puta ou não), se ja na entrada ela viu que estava chamando a atenção, não precisava sair ra beber agua quando ja viu o furdunço começando, certo?! Apesar de todo aqele fuê, onde alunos mais pareciam animais, e a faculdade ficou com sua reputação suja, quem no fim das contas ganhou vicibilidade e seus 15 minutos de fama, em cima de uma peça brega?! aha!

Ai gente, preciso dizer que quando abri os comentários, tava morrendo de medo de encontrar um monte de opiniões condenando a moça. Mas fiquei feliz de ver que a grande maioria percebeu que o ponto não é vestido, não é Playboy, não é o quanto a roupa era apropriada ou não, e sim a bizarrice inacreditavel que aqueles ogros promoveram. Isso nao tem justificativo, e nao pode ser visto como consequencia da roupa vulgar da menina (sim, acho vulgar, feio, whatever, nao importa).

Mulheres, não compreendo qual parte do post foi de mau gosto. Ao contrário, acho que a opinião da Vivi sobre o episódio está bastante polida. Ninguém está defedendo a atitude deplorável daqueles alunos. Ninguém está dizendo que a garota deveria ter sido apedrejada até a morte. Mas temos que concordar que a Geisy poderia ter usado melhor o bom senso na hora de escolher o modelito para ir à faculdade.

Lógico que todos temos o direito de vestir o que quisermos. Se quiser sair nua com uma melancia na cabeça, vá em frente. O que realmente me incomoda na garota é que ela não foi ingênua e sabia que aquele vestido causaria certo alvoroço, mas o que ela não imaginava é que causaria O alvoroço.

O que me chateia na mulherada que adora vestir roupas pequenas é que, na maioria dos casos, a meta é puramente aparecer e se sentir desejada. Parece que o caminho mais rápido para a sedução é encurtar a roupa. Exercitar um pouquinho os neurônios, tornar-se uma pessoa crítica e perguntar-se sinceramente POR QUE DIABOS colocar um mini-vestido pra ir à faculdade, isso sim, meninas, está fora de moda faz tempo. É uma pena.

Beijos!

Nossa Vivi, nem acreditei quando li o seu post... finalmente encontrei um ser humano com a mesma opnião que eu.
Se bobearmos essa garota vai na igreja com este vestido. Temos que saber como nos portar em casa local. Trabalho em uma Universidade que não é a Unibam e vejo algumas coisas bem fora do comum tb...
O problema não é o tamanho do vestido, é o tamanho do corpo.
meninas de pernas mais grossas não devem usar este tipo de roupa nem em uma danceteria, pois por mais que não seja esta a intensção o look vai ficar vulgar. Faculdade é local de estudar não de desfilar ou se aparecer.
Com certeza ela conseguiu o que queria, a mídia ta ai do lado dela (atras dela). Agora muito me admira ela sair pelada nas revistas masculinas... nosso amigo photoshop vai comer solto....

adorei o post.

Bjo

NOSSA, NÃO SABIA QUE O PODER FEMININO SE RESUMIA EM PODER ANDAR DA FORMA QUE ACHA MELHOR, COM A BUNDA DE FORA. NÓS MULHERES ESTAMOS PERDENDO O FOCO DO FEMINISMO, TEMOS QUE LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS E ACHO QUE MOSTRAR A BUNDA NA RUA É UM POUCO DE EXAGERO.
TA TODO MUNDO FALANDO DA FORMA FEIA COMO ELA FOI JULDAGA E TALS, MAS PERCEBERAM QUE ESTÃO FAZENDO O MESMO COM O POST DO BLOG?
A VIVI TEM A OPNIÃO DELA E ELA POSTA O QUE QUISER... NÃO É ISSO QUE TODOS ESTÃO PREGANDO? A GEISY PODE USAR A ROUPA QUE QUER E A VIVI PODE ESCREVER O QUE QUER...
VAMOS PENSAR, QUEM É HIPÓCRITA MESMO????

VIVI ADOREI O POST.
BJO

Mariana Desimone

Lina, me desculpe, mas cada caso é um caso. Se ela tivesse pós graduação em literatura russa ou mestrado em física quântica e usasse a roupa para ir á faculdade, todos achariam que era um "protesto" contra a sociedade ou uma forma dela "se expressar". Ligar o uso da roupa que chama a atenção à falta de crítica (ou de massa encefálica) ou à falta de exercício dos neurônios é simplificar ao extremo essa questão tão delicada.

Cada um usa a roupa que quiser. "MUlher que usa roupa pequena" tem direito de escolher o que quer vestir e nem eu, nem você, nem ninguém tem que julgar isso. Livre arbítrio é isso!

VIVIIIIIIIIIIIIIII

Pára tudo!

De agora em diante vamos falar só de sabonetes! SABONETES!!!!!!!!

eu acho que não tem nada a ver, mas também que é uma questão mais local sabe? Por exemplo, aqui em Santos (por ser praia, calor e tals) todo mundo vai de shortinho, saia curta, vestido curto pra qualquer lugar e todo mundo acha normal, inclusive de chinelo. Eu amoo vestido curto, tenho vários, uso de inúmeras formas e não tô nem ai. só que sei lá, tem uma coisa que é engraçada, quando tô em SP e sei lá, preciso ir na padaria de bairro ou até no mercadinho me sinto mal indo de shortinho e chinelo, não sei..acho que todo mundo vai achar estranho...diferente daqui do litoral..que cada um usa o que quer e tá tudo certo.

confuso isso né? mesmo assim sobre o caso da menina acho que cada um deve cuidar de si né? do que ficar xingando a moça por causa de um vestido curto!!

Beijos

Realmente, o Brasil está com os conceitos invertidos.
O bom é que com o aval da sociedade que acha normal andar quase pelada podemos andar 24h só de lingerie ou biquine ou sem nada, alias p q tecido né. Como cada um usa o q quer, ou não usa, tudo bem se todo mundo frequentasse foruns, supermercados, colegios de ensino fundamental e médio, igrejas, templos e todos o mais lugares religiosos, ir p escritorio, firmas multinacionais, enfins por todos os lugares em trajes sumários ou sem nada. Brasil é tropical e aqui tudo vale. Só não pode reclamar depois dos estrangeiros que veem pro Brasil atras de prostitutas.

Tem coisas que acho a maior hipocrisia. Tem menina aqui que falou cada um usa o que quer.
Duvido se visse a tal menina na rua com aquela roupa não ia pensar na mesma hora: "Periguete".
É ou não é?!!!!

Vivi,

Quero deixar bem claro uma coisa: não me oponho à sua postagem, entendi perfeitamente a sua forma de ver as coisas e RESPEITO a SUA opinião, a qual, por sinal vc deu no SEU blog - um espaço que as twins compartilham democraticamente, sempre com humor e inteligência.

O que não me caiu bem foi ler MAIS UMA VEZ alguém escolhendo como foco abordar a importância do dress code. Porque isso não é ir fundo no problema. É analisar a superfície da questão, entende? E como vcs aqui no blog sempre expressam opinião, defendem a liberdade de estilos, de posturas e pensamentos, o post "caiu mal" PRA MIM. Opinião pessoal e intransferível. Mas é uma forma de abordar o assunto e eu respeito, SIM.

Meninas em geral,

Na boa? É hipócrita dizer que NUNCA ninguém se vestiu pra chamar a atenção de alguém. De vez em quando a gente capricha mais sim, quer chamar a atenção de um cara ou dar uma lição num ex. Só que cada um tem um tipo diferente de educação, um nível específico de bom senso, cada um sabe de si e o modo como quer ser visto pelos outros. E é com base em todas esses fatores que fazemos nossas escolhas, inclusive o que vestimos. E pode acontecer de errar, "exagerar na mão".E se cai bem ou mal, a pessoa responderá por isso: sendo vetada numa proposta de emprego, levando uma advertência no ambiente acadêmico, recebendo um "toque" das amigas, enfim: A VIDA responde.

Agora: pelamordedeus!!!!!! A garota tem 20 anos e duvido que ela tenha saído de casa e pensado: "Hoje vou colocar uma roupa bem vulgar porque quero ser chamada de puta, quase ser ameaçada de estupro, sair da facul escoltada pela polícia e dar entrevista em programa de fofoca." Sorry, mas vcs não fazem idéia do tipo de violência emocional essa garota foi submetida e nem quais serão as consequências disso, psicologicamente falando.

Só penso em UM ÚNICO PONTO: todo mundo tem direito de errar! Uma fase dark ou muito perua, uma fase de só usar branco ou só vestir havaianas. Aquele vestido não seria o look adequado para assistir a uma aula? Na minha opinião não. Mas isso não dá o direito de um monte de alunos agirem como detentores da verdade e da moral e se tornarem fiscais dos "bons costumes". Que fossem à diretoria reclamar e as autoridades da Universidade que tascassem uma advertência. E ninguém jamais saberia que existiu no mundo uma tal garota que usou um vestido vermelho e curtinho.

E se um dia for vc a errar? E se um dia for a sua filha a se exceder? E se a sua filha usar um dos "bandage dress" q demarca cada curva do corpo e agora é todo modinha e alguém achar que aquilo está over e atentando contra a moral e os bons costumes?

Fácil atirar pedras porque aconteceu longe da gente. Cuidado... Porque ninguém está livre de deslizes na moda e na vida. Nem todo mundo amadurece com a mesma rapidez...

As pessoas continuam julgando o conteúdo pela capa e isso é DEPRIMENTE. Quem aqui sabe o que motivou a menina a vestir-se naquele dia? Conversou com ela? Não, claro que não. Porque as pessoas aproveitam situações como essa pra destilares seus venenos e mágoas e saírem falando o que quiserem...

A garota passou por uma situação de violência extrema. E isso ninguém merece. Independente dela ter colocado vestido curto ou mostrar suas partes íntimas. A justiça não deve ser feita com as próprias mãos. Passamos muito desse estágio.

Ontem foi ela. Amanhã pode ser a sua filha. Que no calor da juventude ou num bad day pode fazer uma escolha errada e ir pra faculdade com um vestido curto. Aí vc vai pegá-la no colo e batalhar pelos direitos dela ou vai obrigá-la a ouvir suas lições sobre dress code?

Minha opinião, com meu nome.

Meninas, eu tinha estranhado e até certo ponto tinha achado um absurdo, ABSURDO, quase nenhum blog feminino (além da petit e do inwardrobe) tocar no assunto, porque somos todas mulheres e todas nós corremos o risco de sermos julgadas erroneamente pelo que vestimos, ao invés do que somos. Mas percebo que talvez não seja mesmo assunto p/ ser abordado nesses blogs, porque, se for p/ abordar pelo ponto de vista do "dress code", já é bola fora (MINHA OPINIÃO) e oportunidade perdida. Então é melhor falar de sabonete mesmo, ou dos cremes, ou de vestido, mas sem usar um caso desses como ponto de partida... Porque essa frase "Como toda ação tem consequência, é preciso considerar que essas consequências podem ser desastrosas também. Daí chora e chama a polícia e a tv, enfim." realmente dá muito pano p/ manga e não é pelo lado bom...

Olha, Pri, concordo com você.

Sei que ninguém defende a atitude dos estudantes, mas realmente acho que o foco deveria ser outro. Meninas usando vestidos, saias e shorts curtos na faculdade é super comum, na boa. Acho pura hipocrisia da faculdade. Se fosse uma famosa magra qualquer os machinhos ficariam babando (como a Sabrina Sato, que foi na manifestação em frente a Uniban com um vestido curto, rosa e decotado e não foi agredida, queriam era tirar fotos com ela). Agora, pq é uma menina gordinha, de cabelo oxigenado, os machinhos caem em cima, chamam de puta, fazem "brincadeiras" dizendo que vão estuprá-la (peloamor! estupro NUNCA deve ser assunto pra piada!). Tudo deplorável.

Enfim, acho que colocar o foco na moça é desvirtuar a questão. E pode acabar caindo na culpabilização da vítima. Que se trata de machismo sim, violência de gênero sim. Nunca fariam algo parecido com um homem sem camisa, NUNCA. Até porque o que iram gritar? "puto"? Vejam que nem um adjetivo semelhante para um homem temos. É sim machismo. Evidente, aliás. E me deixa triste saber que muitas das pessoas com pedras na mão (não que seja o caso daqui) são MULHERES. Exatamente as mesmas mulheres que em outras situações podem cair no mesmo julgamento de santa x puta por um motivo banal qualquer. As mesmas que os machinhos não excitariam de agredir moralmente ou até mesmo fisicamente.

Desabafo:

Estou farta de sermos julgadas por atitudes que para um homem não teria o mesmo peso. Acredito que vocês também. Chega de hipocrisia, chega de dois pesos e duas medidas. Não quero o pedestal de santa, dispenso ele, dispenso ser vigiada constantemente. E também odeio ver mulheres chamando outras de putas, vadias e variantes. Somos mais isso, mais que santas ou putas. Somos mulheres e temos direito ao mesmo padrão de julgamento usado com os homens. Ponto final. Não há argumento algum que justifique essa patrulha da moral e dos bons costumes que SEMPRE julga a mulher, nunca o homem. Chega. Me deixa triste demais quando vejo uma mulher recorrendo a esse julgamento.

Beijos

Vivi
Adorei seu post.
Concordo plenamente com o que disse.
Mas a opinião de algumas meninas...Dizer que cada um pode usar o que quiser, até quase pelada? Se fosse assim não haveria um delito específico para isso no nosso ordenamento jurídico!
Devemos, sim, ao nos vestir, pensar na nossa dignidade e se a cuja não tiver, ao menos pensar na dignidade alheia.
Acho inconcebível chegar ao pensamento simplório de que, se há mulher pelada no carnaval e na televisão, devemos achar OK uma semi-pelada na faculdade, caso contrário somos "hipócritas", como li na mídia e em alguns comentários aqui.
Me desculpem aquelas que estão acostumadas, mas eu detesto carnaval, não saio pelada e não assisto programas idiotas que reduzem a mulher a um objeto, um buraco. Por isso certas coisas ofendem a moralidade, a minha inclusive, e não me considero hipócrita por isso. Aliás, hipócrita é o igual que condena, aí sim...mas querer generalizar o Brasil e dizer que somos iguais?? Talvez algumas sejam, eu e muitas outras meninas não!!
Me entristece também ver que falam em ofensa ao feminismo e ao girl power...então feminista de verdade é por roupa curtinha e mostrar a bunda?? Porque se for isso é melhor trocarmos os ícones como Maria da Penha e tantas outras mulheres fortes e determinadas pelas mulheres fruta ou as mocinhas da playboy.
E aí não adianta reclamar, como disse uma das meninas, que estrangeiro venha pra cá procurar prostituta ou cantor saia daqui falando que só viu bunda.

Marjorie oliveira

Vivi, fala sério! Você nem imaginava o quanto tava certa ao chamar o post de " O Vestido da Discórdia" !!! Hahahahaha.. Desculpa gente, só pra dar uma descontraída. Afinal de contas, todo mundo que tá aqui AMA a Boa, a Má e todo o tempo que elas dedicam ao nosso divertimento. Desculpem interromper a discussao. Podem continuar agora. bjo.

Que foi errado o que fizeram com ela foi, mas todo mundo sabe que a roupa que vc veste transmite quem vc é para as pessoas.
E isso não é de hj, vem de muito tempo.
Essa é minha opnião.


bjks meninaaas, amo o blog.! *-----*

Meninas,

As feministas (e nessa turma me incluo) não dizem que pode sair na rua como quiser. O que defendem é que uma mulher deve ter sua segurança garantida independentemente da roupa que está vestindo, o que é beeeem diferente. Respeito, como disse a Pri, não tem nada a ver com aprovação. Tem a ver com tolerância. Posso achar deselegante, posso achar periguete, posso até achar que a moça vai pra esquina depois da aula. Mas não posso promover um linchamento público, e nem aderir a ele.

É lógico que existe drees-codes mínimos, né, gente? Dúvido que alguém vá a uma Igreja de biquini. Mas, se for, é válido dizer: "senhora, você está desrespeitando o nosso espaço de culto, poderia se retirar, por favor?".

Quanto às mulheres-frutas, "vulgares", que saem peladas no carnaval... são mulheres dignas do meu respeito como quaisquer outras. Não estão há disposição dos homens e nem necessariamente se "desvalorizando" só porque estão expostas. Não se tornam "objetos" da vontade de outra só porque estão menos vestidas. Se a Geisy posar pra Playboy e ganhar uma grana por conta da repercussão do episódio, não será menos digna da minha solidariedade por conta disso. E de novo, pra ficar claro: respeitar não significa achar bacana e querer fazer igual.

Tem diferença dos estudantes da Uniban e o que está escrito nesses comentários? Parece tudo a mesma coisa vaiar a Geyse e ficar esgoelando a revolta aqui em blog.Vivi, depois dessa você tb devia ser convidada pra sair pelada na revista.

bjos
Giovana

eu achei q ela tava bem normal!! em Natal a maioria das meninas vão de mini saia e mini blusa ;)

Sou leitora do Twins, gosto muito de vocês, mas achei completamente desnecessário o comentário da Ana em represália às opiniões contrárias a do blog.

É muito legal quando vocês abordam outros temas, só penso que devem ser tratados com cuidado, especialmente os delicados como o de hoje, para que ninguém saia ofendido.

oh, My! Depois desse post, acho que ganhei o perfil para receber o convite, Giovana...

Putz, eu estou no ramo errado, mesmo. Nunca atingi 50 comentários em um post antes. Talvez eu seja mais util no Notícias Populares.

Mas como eu mesma disse, ato = consequência. Esse é o risco de expor opinião. Tem quem concorde, tem quem não.

Só tenho certeza de uma coisa, em nenhum parágrafo desse post eu endossei a atitude dos estudantes ou da faculdade. Assim como deixei claro que NÃO concordo em vitimizar a menina, porque, sob meu ponto de vista, quando você se expõe está sujeito a qualquer coisa, boa ou ruim. Não inventei isso, o mundo é assim, a realidade é assim.

Do jeitinho que aconteceu aqui.

Soei machista para algumas pessoas? Pena, não foi minha intenção. Mas até a estatística dispensa os extremos, então Machismo e Feminismo são dois rótulos que eu vi mais machucar do que ajudar.

Eu simpatizo com o Feminino, que, acredito ser o caminho do meio. Mais delicado e adequado para MINHA personalidade, minha vivência (ninguém se pergunta de onde vem essa opinião a respeito do comprimento da roupa? Será que eu já passei por julgamentos antes? Será que reavaliei minha postura e hoje penso diferente?)

E, pelo amor de Deus, onde foi que eu disse que vitimas de estupro provocaram o agressor???

Quem não quer colocar intenções na atitude dela(eu não quero e achei que tivesse deixado claro), por favor, não coloque palavras na minha boca também.

Ah, gente, parei, viu.

Aproveitando:

Sou [editora] do Twins, gosto muito de vocês [leitoras], mas [ACHO] completamente desnecessário [quando vocês comentam ANONIMAMENTE] em represália às opiniões contrárias [às de vocês no] blog.

Só pra deixar bem claro, não tenho a menor paciência pra argumentar com quem só lê o P&B. Mea culpa. E é por isso que eu prefiro falar de sabonete.

Espero que não tenha ficado mal entendido no meu comentário, hein? Só acho que o foco foi errado, mas isso é minha opinião. Os outros argumentos eu deixei claro que não era o caso do post. Eu acho que não dá pra falar nesse caso sem refletirmos sobre o machismo e a patrulha dos bons costumes que só patrulha as mulheres, nunca os homens. Isso é importantíssimo.

Adoro o blog, de verdade!

-> Feminista não exclui feminina, só pra esclarecer. ;]

E não tem motivos para brigas meninas! Discussão não é sinônimo de discórdia, ok?

Vivi,

Não se magoe por causa da opinião das pessoas. Vc tem a sua e se acredita nela, mantenha. As pessoas devem aprender a respeitar, só isso.

Pessoal,

Menos, por favor... é só dar a opinião, não tornar aqui uma discussão ou algo do tipo.

Beijos, meninas do TT, adoro vcs e continuem com o ótimo blog que vcs fazem!

Concordo que deve haver bom senso, mas hoje em dia é muito comum pessoas com trajes curtos e muito decotados em ambientes de trabalho, escolas etc. Portanto, a Unitaleban deveria chamar a atenção de todos os alunos com comportamentos inadequados.
Parece-me que isso tudo não passou de pretexto para ofender e humilhar a moça, tudo para praticar booling.
Não entendo porque esses universitários não se unem para uma reinvindicação séria, como melhoria no ensino. Pois disso precisam, conforme li na coluna do José Simão alguns alunos foram ao programa Superpop "e um deles disse que estavam "defamando" a universidade. E outro disse: "eles querem 'degrenir' a faculdade"".
Alê Marques

Bom, talvez eu não tenha tido uma boa educação, não tenha bom senso e escolho um vestido curto pra ir em um lugar onde talvez ele não seja adequado. Posso querer estar sensual nesse dia, chamar a atenção, q mal há nisso? Aí me ameaçam de estupro e me chamam de vagabunda. Daí eu choro e chamo a polícia e a tv, enfim.
Um dia resolvo usar uma joia binita, pra chamar a atenção, q mal há nisso? Aí me roubam. Daí eu choro e chamo a polícia e a tv, enfim.
Sou obesa, vou em um restaurante e como quilos de comida, talvez eu queira chutar o blade, e daí? As pessoas riem e tiram sarro. Daí eu choro e chamo a polícia e a tv, enfim.
Daí q não podemos fazer nada q queremos pq não temos liberdade. Bom senso, tb é relativo.

Acho que essa história já tinha o que dar. Tem tanta coisa mais importante acontecendo por ai... Claro que foi ridiculo a atitude dos agressores, e inadequada a da aluna, mas ninguém é inocente nesse caso.

Até porque, se eu tivesse sido humilhada daquele jeito eu não sairia por ai dando entrevista em tv, pra todo mundo me reconhecer, preservaria minha imagem de possiveis comentarios de pessoas leigas.

Vejamos...

Se eu acho de bom tom o vestido que ela usou? Não.

Se eu acho que isso justifica uma turba ensandecida fazer o que fez? CLARO QUE NÃO. É querer culpar a vítima pelo estupro - que no caso, foi moral, mas está lá.

Eu sou baixinha e sempre que uso mini (saia ou curto), uso de sapatilha ou rasteirinha. Salto, só se for ocasião especial. Mas é uma questão minha, acho que um saltão fica bacana, dependendo do vestido e do corpo.

Já usei um vestido, um short e uma saia do comprimento do vestido da senhorita aí fotografada para ir pra faculdade e NUNCA ouvi UMA só gracinha.

A Stephany estava no Esquadrão da Moda com um vestido no mesmo comprimento e não vi uma turba ensandecida correr atrás dela gritando "vagabunda".

Xuxu,realmente não acho que sua intenção foi de endossar nenhuma atitude babaca,mas o que eu acho que a Pri Sganzerla quis dizer é que: esse não é o ponto principal da questão,do ocorrido,entende? Não que tenha sido tua intenção falar sobre pontos principais nem nada,mas acredito que no nível que aconteceu ali naquela faculdade,a questão é mais séria que o dress code,uma vez que ocorreu uma agressão,quase física,uma vez que tiveram que chamar policiais,que quebraram a maçaneta da porta,que esmurraram a porta,etc,etc.O ponto sem lógica e revoltante está aí.Quase ocorreu uma agressão a uma mulher devido a roupa que ela usava.
Super adoro o blog,de verdade,e entendi tua opinião e compartilho dela sabe?Só que também acredito que ás vzs,talvez, a gente podia dar mais atenção ao ponto que falei,a agressão a uma mulher,o machismo implícito e mais sabe?Ainda mais num caso que teve essa repercussão,pra evitar que casos assim ocorram novamente.
Mas super acho que vocês fez o mais importante:chamou atenção pro tema,você teve a coragem de falar sobre o assunto,o que já é MUITO importante sim!Eu mesma,tô aqui dizendo que a gente deve falar sobre esses casos,e se pronunciar,mas não soube falar sobre esse acontecimento no meu próprio blog sabe?é um assunto difícil e eu admiro você ter escrito sobre ele aqui sim.Apesar de achar que talvez o enfoque maior poderia ter sido outro,mas o blog é teu e você se pronunciou sobre assunto,teve a coragem e tá aqui recebendo trilhões de comentários,com todos seus pontos positivos e negativos.
Xêro gata! ;*

E depois de todo esse alvoroço em cima da moça e na UNIBAN, o que ela ta fazendo? se aproveitando, claro! logo logo veremos ela em uma revista masculina. Se tenho pena dela? nenhuma, se to ligando pra esse caso? menos ainda.
Só vejo uma mulher vulgar que não sabe se portar, e alunos primatas e dementes.

Ah, Vivi não liga não! gente pra colocar palavras na boca alheia, interpretar da maneira que prefere os textos e expressar sua opinião desrespeitosamente é o que mais existe na internet. Achei sua opinião correta.
Não aguento mais ver gente fazendo essa moça de inocente(os alunos e ela estão errados, cada um da sua maneira, mas estão.),pq pelas atitudes que ela vem tomando, deu pra perceber que disso ela não tem nada.

Beiijos querida!

Não vi nada demais no vestido. Acho palhaçada ficar falando que o vestido estava inadequado; vi coisa muito pior nos programas infantis de 10 anos atrás.

A verdade é: não existiu emancipação da mulher. Não existiu uma mudança na mentalidade. Hoje, aqui, várias mulheres falam que a roupa dela é inadequada. Se esquecem que amanhã é o batom vermelho de voces que pode se tornar inadequado.

O que fizeram contra a moça, não só é errado, mas é crime.
Artigo 5o. da constituição, inciso XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.

Boa sorte com seus batons vermelhos! =)

Quem sai de casa com o intuito de provocar deve estar preparada psicologicamente para ouvir coisas positivas e negativas! Oras, o que ela queria indo com um vestido desse tamanho, aproveitando a rampa para dar mais uma subidinha no vestido, o que ela queria ouvir em um lugar cheio de pseudo-intelectuais? Nada justifica a reação extremamente exagerada da turba incontrolável, mas por outro lado, não me espanto com a reação. Apenas gritaram em alto e bom som o que a maioria pensa nesse tipo de situação, num lugar como esse...

Peraí, gente!!!
Deixa ver se eu entendi diretitinho...

A mocinha pode usar o que quiser, e ai de quem falar alguma coisa. A Vivi não pode falar o que pensa no blog DELA pq milhões de pessoinhas enfurecidas com a divergência de opinião desandam a jogar pedras. Não tô vendo a diferença...
Condenam tanto a atitude dos alunos e fazem a mesmíssima coisa.

Sorry, mas dizer que a dona Geisy tá abalada psicologicamente...
Até onde eu saiba, quem tá se sentindo humilhada, destruída coisa e tal não sai dando entrevista em tudo quanto é canal de TV. E muito menos tá afim de posar nua...

Segue trecho de uma nota que foi publicada no jornal "O Estado de Minas" de hoje (12/11):
"Edson Aran, diretor da Playboy, confirma a proposta. "Existe o interesse sim, mas ainda não começamos a negociar", afirma.

A Playboy teria inclusive sido procurada por um agente da estudante (como assim agente?!?!??), mas eles devem começar a negociação na próxima semana. Se assinarem contrato, Geisy deve ganhar uma edição especial a ser lançada ainda em dezembro".

É por essas e outras (Geisy, mulheres frutas e inúmeras outras do tipo) que estrangeiro vem pra cá com a idéia fixa de que mulher brasileira é tudo P*****.

Muito, muito, muito triste!!!

Abs,
Danielle Ribeiro

Peraí, gente!!!
Deixa ver se eu entendi diretitinho...

A mocinha pode usar o que quiser, e ai de quem falar alguma coisa. A Vivi não pode falar o que pensa no blog DELA pq milhões de pessoinhas enfurecidas com a divergência de opinião desandam a jogar pedras. Não tô vendo a diferença...
Condenam tanto a atitude dos alunos e fazem a mesmíssima coisa.

Sorry, mas dizer que a dona Geisy tá abalada psicologicamente...
Até onde eu saiba, quem tá se sentindo humilhada, destruída coisa e tal não sai dando entrevista em tudo quanto é canal de TV. E muito menos tá afim de posar nua...

Segue trecho de uma nota que foi publicada no jornal "O Estado de Minas" de hoje (12/11):
"Edson Aran, diretor da Playboy, confirma a proposta. "Existe o interesse sim, mas ainda não começamos a negociar", afirma.

A Playboy teria inclusive sido procurada por um agente da estudante (como assim agente?!?!??), mas eles devem começar a negociação na próxima semana. Se assinarem contrato, Geisy deve ganhar uma edição especial a ser lançada ainda em dezembro".

É por essas e outras (Geisy, mulheres frutas e inúmeras outras do tipo) que estrangeiro vem pra cá com a idéia fixa de que mulher brasileira é tudo P*****.

Muito, muito, muito triste!!!

Abs,
Danielle.

Acho que cada um veste o que quer. Somos uma sociedade que, teoricamente, trata todos igualmente.
Moro no Rio de Janeiro e é natural se usar roupas curtas aqui. Acho até que, na minha époco de universitária também usava roupas deste tipo. Agora, infelizmente, meu corpo não permite, assim como o ambiente que frequento na maior parte do tempo (trabalho).
Mas, mesmo que alguém não concordasse era só ignorar a menina... Se todos ignorassem, ela sentiria que estava exagerando...
Mas, com a atitude inimaginável que tomaram, só conseguiram que ela ganhe mto dinheiro, pq pelo menos num processo ela sairá mto bem.

Olha, eu, a Andréa Freire, a Pri Sganzerla e mais um monte de gente que se manifestou discordando do texto não atirou pedras em ninguém. Discordar educadamente, dizer: "olha, acho que pisaram na bola, porque o buraco é mais embaixo", é debate. E sim, o post foi polêmico, porque o tema é polêmico, e não vejo mal nisso.

Comparar a reação da maioria das pessoas aqui que discordaram educadamente de um ponto de vista com a humilhação pública sofrida pela moça (que ninguém disse que é santa ou coitada, só que foi vítima de uma agressão, o que é beeem diferente), é forçar muito a barra.

Meu Deus, nem li os comentarios pra nao me irritar mais do que com o proprio texto do blog. Nao importa nada o que ela tava vestindo: A ROUPA DE UMA PESSOA NAO OFENDE A NINGUEM, PELO SIMPLES FATO QUE NINGUEM TEM NADA VER COM ISSO.
nao existe se vestir e pensar: sera que vou agredir? pelo amor de Deus!
Quanta bobagem!!
O que deve ofender eh ignorancia, a pobrezq que vive nosso pais, as crianças na rua...
Agora a roupa de alguem? Ninguem deve se preocupar com isso, nao ofende, nao deve ofender NAO PODE OFENDER!
Mta vergonha de colegas de blog que expoem esse tipo de ideia!

Eh triste ver que nem todo mundo sabe debater,
pelo visto o que a maioria das brasileiras gostam mais eh de falar sobre a moda, make, cosmeticos e etc do que debater sobre questoes tao serias quanto...
eh por isso que vai demorar muito a deixar de ser um pais de terceiro mundo, triste.
Vivi concordando ou nao, eu gostei sim do seu post.
bjs

Anônima acima da Vivi:

Vergonha, "colega de blog", você devia ter é de não saber ler.

E ainda, sendo "colega de blog", entrar no espaço dos outros pra dar piti anônimo.

Mas claro, cada blogueira com seu estilo.

beijo

Realmente... muito comentário anônimo!!! Pq isso??? O post é ótimo (como sempre acontece pro aki), gera debate (q tb é ótimo pq faz todo mundo refletir), a questão é só respeitar as opiniões divergentes (eu acho)!!!
Só não entendo o pq de se esconder!!! coisa mais estranha...
bjos

Então, meu problema com os comentários desse post nunca foi a questão da divergência de opinião, porque acho isso saudável e esperado. Odeio achismo em massa, aquelas opiniões que se engole sem mastigar primeiro, sabe.

Pra mim, o problema é de intenção de leitura. A "tradução" foi errada pra grande parte de quem opinou, tanto concordando quanto discordando. O foco do post se perdeu com isso, e se foi proposital ou não, tanto faz, de qualquer forma muita gente viajou DEMAIS em cima do tema. Inclusive dando interpretações errôneas pro que a Vivi falou.

Na minha interpretação, ela pegou uma situação real pra falar duas coisas: cuidado com roupas curtas, e assuma a responsabilidade pelo que vc veste.

Em momento nenhum ela disse "olha se vc vestir curto é puta e merece ser linchada por um monte de universitários insandecidos".

O que aconteceu na universidade foi praticamente um caso de HISTERIA COLETIVA, foi mais do que agressão verbal, gente. Faz favor. Não foi um grupinho que se uniu pra tirar sarro da gordinha de roupa curta. Foi muito mais complexo do que isso.

Vivi não entrou nesse mérito. E, como li até o final do texto, tinha dois parágrafos dizendo exatamente isso:

"Que fique bem claro: eu não concordo com a reação geral dos alunos da tal faculdade. Por mim, Vivi, quem quiser pode andar nu em pêlo no metrô, que não vou nem olhar. Ou melhor, vou olhar e, provavelmente pensar "que disperdício de oportunidade de montar um visual legal". Porque, vamos combinar, bunda de fora é tão banal...*bocejo*"

= "eu não tô nem aí pro que as pessoas vestem"

e

"Minha opinião é que o acontecido foi quase animalesco, completamente irracional. O erro de julgamento da moça na hora de escolher o figurino não justifica o erro da turba enlouquecida que a cercou depois. Muito menos a atitude desengonçada da faculdade, que pensou, pensou e fez a coisa mais sensacionalista possível. Erros em cascata."

= o que quer dizer que ela achou o acontecimento uma coisa medonha.

Agora, é aquilo, às vezes no afã de opinar a gente esquece de... bom, de ler e entender o que a pessoa quer dizer.

Finalmente, dizer que não foi "de bom tom" discutir o vestido da menina no blog, por favor. A própria menina daqui a pouco tá com o mesmo vestido na capa da sexy. Ou sem ele.

E antes que voem as defensoras do whatever: ISSO NÃO É UM JULGAMENTO DE CARÁTER. No máximo, de comportamento. E não vou pedir desculpas por achar que tem coisa que cabe, tem coisa que não. Se vista como quiser, eu o faço. E se me chamam de perua por gostar de oncinha e pele falsa, porque eu não poderia ter uma opinião sobre decotão e bunda de fora. Eu hein.

Ana,

O ponto pra mim - e acho que pra outras pessoas que opinaram aqui, mas não posso afirmar por elas - é que não é o vestido o cerne da questão. Ele é um símbolo, do mesmo jeito que a gente acha a Geisy representou a condição feminina só naquele momento específico, e não é uma mártir. Por isso que podemos respeitar sua opinião e da Vivi, e de minha parte eu concordo que não é muito elegante ir vestida daquele jeito, mas associar esse caso a uma discussão sobre dress code nos parece equivocado. Porque, dá a entender que se ela tivesse feito outra opção, toda essa balbúrdia não teria acontecido. É responsabilizá-la, em termos. Guardadas as proporções, é o argumento que se usa pra obrigarem as mulheres a usarem burka - a de que a beleza feminina é tão ameaçadora que, exposta, os homens perdem a razão e não podem controlar seus instintos. "Como toda ação tem consequência, é preciso considerar que essas consequências podem ser desastrosas também." - isso tá dito no post, ninguém aqui inventou. Então, o ponto pra mim é que o vestido não é consequência de nada. O que hoje é um vestido, amanhã pode ser o batom vermelho, um sapato de salto, um decote. O que aconteceu foi fruto de um machismo que ameaça as mulheres que "saem da linha" segundo os seus critérios. Nesse caso, pra mim, o estilo e o bom gosto não entram nunca, jamais, em tempo algum, na discussão.

Eu vim aqui supostamente defendê-la, mas não contrataria alguém vestida como ela numa entrevista. Lógico que eu tenho uma opinião, e no fundo, bate com a de vocês. Se ela fosse numa entrevista vestida assim e por isso não fosse contratada pra vaga, a discussão era essa, dress code. Com a proporção que as coisas tomaram, com a violência a que ela foi exposta, o que ela estava vestindo é completamente irrelevante.

Eu tenho achado a discussão formidável, sabe, sem ironia nenhuma. Especialmente pra quem acha que nós mulheres temos direitos iguais e nosso lugar na sociedade garantido. Se tivéssemos, a Geisy seria considerada pelos colegas só mais uma sem-noção que não sabe se vestir...

Acho que essa polêmica toda levanta várias questões e uma delas é o dress code sim, ainda que não seja o cerne da questão, ainda que, de forma nenhuuuuuuuuuuuuma, isso possa servir de justificativa para a selvageria que aconteceu.

Eu entendo que, diante da brutalidade do acontecido, discutir o dress code parece ter uma importância infinitamente menor. Mas, se essa é uma faceta da questão, por NÃO PODE DISCUTIR??? ONDE JÁ SE VIU ASSUNTO QUE NÃO POSSA SER DISCUTIDO?

Pra mim, essa postura é substituir a patrulha da "moral e dos bons costumes" pela patrulha do "politicamente correto". Até acho que pegou um mal a parte do texto do "chora e chama a polícia", mas imagino que tenha sido só uma expressão infeliz porque, LENDO o texto todo, dá para entender a posição da Vivi.

Na verdade, na minha opinião, uma outra face da questão que eu não estou vendo quase ninguém levantar/questionar é a de que seria mesmo tão "libertador", para mulher, se vestir de forma excessivamente sensual?

Achando que está agindo pela própría consciência (visto o que quiser...) ela não estaria justamente se rendendo ao padrão que agrada aos machistas de plantão, fazendo o tipo da gostosa da propaganda de cerveja? Ou vão me dizer que o padrão estético predominante não é machista?

Eu acho que a moça, além de vítima do CRIME que aconteceu de forma evidente, tbm é vítima de um padrão de beleza/comportamento machista, que valoriza descaradamente muito mais a bunda do que o cérebro.

Iara, só posso falar por mim, mas talvez a Vivi concorde comigo. Nesse post, o vestido foi só um vestido. As interpretações que colocam a menina como símbolo, pro bem ou pro mal, de "condição feminina" foram muito além do colocado por ela.

Pelo que entendi, o problema foi o choque de ver alguém pegando uma situação daquela "pra falar de dress code". Bom, sinto muito gente, é a pauta do blog. A gente não discute política, economia nem futebol, discute cosmético, maquiagem e moda.

Em momento nenhum se foi colocado que se ela não tivesse saído daquele jeito o problema teria sido evitado. Vou até reler o texto, pra ser sincera.

Se estivesse de peito de fora, ou com uma calça jeans, podia ter acontecido da mesma forma. Ou não. Não tenho como dizer.

O tamanho do vestido não é proporcional ao tamanho do problema. Por um motivo simples: foi um acontecimento sem precedentes, pelo menos que eu saiba.

E é aí que está a questão do post, Iara. A Vivi não tava discutindo o problema em si, estava citando o vestido que estava lá como centro daquela situação. Não houve julgamento de valor. Ela falou em bom senso ao se vestir partindo do fato de que tinha olhado a foto do vestido e se tocado de que tinha um igual. E daí pensou, ué, link moda-realidade.

Ela inclusive comentou comigo pelo tel pouco antes, e me contou o lance, pq eu não tinha visto. E foi aí que eu comentei com ela que isso era coisa de paulista, porque aqui no Rio a gente vê mulher semi-nua o tempo todo e isso nunca aconteceu, que eu saiba.

Mas veja bem: não estou em momento nenhum negando a seriedade da história. Só que pra mim não foi uma polpa de bunda que provocou aquilo.

Foi uma doidera generalizada, que, como disse acima, podia ter ou não acontecido com qualquer outra roupa que a garota tivesse no corpo. E isso, obviamente, poderia ter acontecido em qualquer lugar.

Mas aí, opinião pessoal: pra essa histeria generalizada, contribuiu o fato de ser uma menina fora dos padrões de beleza, com uma roupa que não cabia no local, e fato desse local ter sido onde foi (do ponto de vista cultural, e não geográfico. Isto é: carioca vive num clima nojento e usa pouca roupa pra não morrer de calor. Pra gente, decote, short, havaianas, tudo isso é coisa normal. Pra paulista não é, e eu tenho amigos pra comprovar o que estou dizendo).

Isso é uma opinião minha. Não to culpando nem ela nem os paulistas nem o jeito que ela estava vestida. Esse foi um evento que eu NUNCA VI, e se posso estabelecer conexões, então as minhas são essas.

Não estou dizendo que não teria acontecido no Rio, ou na Bahia. Ou que não teria acontecido se ela fosse uma loirinha mignon de perna fina. Ou que não teria acontecido se não fosse o vestido. Repetindo: esse evento EU NUNCA VI acontecer, não tem padrão. E eu não tenho bola de cristal, não posso falar em "se" isso, "se" aquilo.

E é isso. Eu não vejo essa menina como representativa de nada do que foi dito aqui. De novo, nem pro bem, nem pro mal. Pra mim ela foi apenas a protagonista de um episódio LOUCO.


Agora, aproveitando uma frase que vc disse, outra opinião minha: Por mim as mulheres podem fazer o que quiserem da própria vida, se vestir como for. Só acho que mulheres que exploram de maneira excessiva visualmente a sexualidade fazem é um desserviço à condição feminina. Porque eu acho que cada um tem a liberdade pra fazer o que quer da vida, mas sair semi-nua, em qualquer clima que seja, não significa queimar sutiã em praça pública, e sim endossar o comportamento machista de que mulher é objeto. Claro que aí é outra conversa, que é complexa demais. E que nada tem a ver com ESSE vestido da Vivi.

LI!

Obrigada! Você falou exatamente o que eu estava pensando, com muito menos palavras.

Ok, Ana, entendo de verdade. Lógico qe não sou obscurantista e acho toda e qualquer discussão válida. Mas talvez porque tudo seja ainda muito recente, talvez porque pra muita gente (não pra você e a Vivi, mas outras pessoas que comentaram aqui certamente) há uma escolha a ser feita entre "santa" e "puta" determinante para obter o repeito alheio, eu tenha achado que focar no vestido não seja legal. Entendo que o blog é sobre estilo, não sobre feminismo. Mas, defitivamente, não vejo vestido como relevante nessa dicussão.

Agora sobre o seu último parágrafo, eu nem vou entrar muito no mérito, porque esse assunto rende muito, viu? Entendo o seu ponto de vista, compartilhava dele até pouco tempo, mas acho beeeem complexo. Porque se a mulher tem prazer em se exibir quando, como, onde e pra quem, não vejo um objeto: vejo muita autonomia. Mas como você disse, não tem a ver com o post.

Sabe o que é, Iara, a gente vive em sociedade, e não dá pra fugir do fato de que a liberdade de um sempre vai acabar no exato momento em que começar a liberdade do outro. A gente é livre pra se expressar (nesse caso, se vestir) como acha melhor. Mas temos que ter consciência de que o que é bom pra gente vai esbarrar logo ali na frente no que é pro ruim pra alguém. Então se eu parto do princípio de que ser feliz e livre é expôr meu corpo, ou só me vestir de preto, ou andar com um mico dependurado no ombro, enfim, o que for, eu tenho que aceitar (e essa é a palavra exata) que pra outras pessoas isso seja exatamente o contrário de ser livre e feliz.

O que não pode acontecer é surgir patrulha. Patrulha é ruim. Eu não tenho o direito de desmerecer ninguém. Por isso, o máximo que posso fazer se vejo alguém semi-nu, todo de preto, ou com um mico dependurado no ombro é ter uma opinião pessoal sobre isso. E isso é, de certa forma, um julgamento (de comportamento, não necessariamente de caráter, embora muita gente não dissocie as duas coisas, como a gente pode ver).

Mas agredir não. Isso jamais.

Liberdade é ter consciência de que suas ações afetam os outros tb, da maneira que for. Mesmo que seja causando indiferença. :)

beijinho e brigada pelo debate "limpo".

Gente,pelamordedeus!!!Que é isso? Condenam a moça,condenam os estudantes(esses merecem),condenam os seguranças,o diretor(tb merece),a mãe,e agora condenam a Vivi?!?!?!Qta gente dando palpite e ditando regras em tudo, e pra tudo!
Vi...relaxa....
Eu entendi o que vc quis dizer,e quem LEU o post e conhece bem os cometários postados neste blog,também entendeu.Eu entendi,e penso o mesmo que vc.
Liberdade também significa educação e bom senso.Pra todo mundo.Não aceito e não concordo com nenhum tipo de patrulha,nada justifica o que houve,mas vamos com calma né gente...

Forçar a barra...

Forçar a barra, na minha opinião, é a mídia sensacionalista querer fazer a gente acreditar a qualquer preço que a dona Geisy é totalmente VÍTIMA dessa história. Isso sim, foi forçar muito a barra!

Em momento algum acho que a atitude dos estudantes foi correta. Óbvio que não.

A gente veste o que quer, come o quer, fala com quem bem entende, sim, é o tão falado "livre arbítrio" e o direito de ir e vir. Só que, plagiando o post da Vivi, quando a gente se expõe (seja usando um micro vestido, pintando o cabelo de verde ou andando com uma melancia no pescoço) está sujeito às consequências. Isso é regra da vida, quer a gente ache certo ou não.

No meu trabalho, desde sempre eu fui taxada de metida e patricinha pq vou trabalhar maquiada e uso biju todo dia. É o "preço" que eu pago por ser como sou, paciência!

E se as pessoas podem pensar isso de mim, como disse muitíssimo bem a Ana, pq eu não posso ter a minha opinião sobre as mulheres que andam por aí mostrando mais do que devem???

Oi Ana,

Concordo muito com o que você diz sobre viver em sociedade, e mais ainda sobre patrulhamento. Mas também acho que o limite é muito tênue entre patrulhamento, defesa do direito alheio, opinião pessoal, julgamento moral, etc. A gente só consegue delimitar com muita sensibilidade, auto-crítica e tendo a cabeça muito aberta. Se a gente entra com pedras na mão e idéias preconcebidas, fica tudo muito pesado mesmo. Por isso só tenho a agradecer muito a vocês pela interlocução, viu?

Ana, como tudo no Brasil é previsível eu vou mais além, não duvido que tudo isso nao passou de marketing pessoal pra conseguir destaque na mídia, porque a nudez hoje está tão comum que um micro vestido não iria causar tanta "revolta" nos alunos.. mesmo em um ambiente escolar.. alguma coisa foi o estopim disso tudo e não foi só o vestido, mas isso é opinião pessoal..
Quem se lembra na fogueteira do maracanã?? com aquele ato ganhou destaque na mídia e pousou pra playboy, ganhou seus dólares... ts ts ts

Acredito que tudo seja uma questão de educação, ou a falta dela, dos alunos. Faço faculdade de história no interior de São Paulo e aqui quando chega o verão várias meninas, inclusive eu, vão de shorts e saia para aula sem ouvir nem um comentáriozinho. Logicamente alguns são mais ousados que outros...mas essa é a escolha de cada um. Se a menina se sentia bem assim...ligou o foda-se....que bom pra ela...eu sempre tento usar uma mini sai e não consigo...me sinto super envergonhada e troco de roupa antes de sair de casa...
Num país tropical...do carnaval...do funk e tudo mais que a nossa cultura popular nos proporciona ficar pensado que ela deveria ter se policiado sobre o comprimentoo vestido é meio hipócrita. Sei lá também...adoro o blog...mas acho que é natural usar roupas curtas principalmente porque hoje em dia o ambiente da faculdade é super descontraído. Por que será que ninguém fala nada de um pessoal que vai na faculdade todo esfarrapado, que não corta o cabelo a anos, de chinelo havaianas?!?!?!

Olha.... concordo com a opinião de uma das gels aí de cima... TEM MAIS COISA AÍ...

ambos estavam errados... ela por usar algo assim na FACULDADE (teórico lugar de estudo e saber) e os animalescos alunos que fizeram esse escândalo todo (no lugar de estudo e saber)

Sempre visito o blog de vcs, gosto mt, e acho q vcs se dedicam de uma forma carinhosa a esse espaço. mas esse post foi uma grande decepcao pra mim! Curto é curto, e ponto! Se é na passarela td mundo bate palma, acha lindo, fashion, cool, se é na loira da esquina a autora do post se refere a ela como "a moça" entre aspas?! PQ as aspas?
Um homem jamais, em tempo algum, sofreria uma vergonha daquela, mesmo q andasse completamente pelado.
Chega de violëncia machista, chega de preconceito sexista,chega de post misógino de quem forma opiniao e deveria defender o nosso gênero. Um blog é uma ferramenta mt poderosa atualmente, ainda mais um de grande audiência.
Nao somos boneca de carne, devemos ter a liberdade de nos vestir da maneira que nos dê a gana sem que isso faça vc ser xingada e humilhada qd vc é apenas uma contra uma multidao.
Por favor, meninas, eu ainda quero acreditar que eu posso adorar me maquiar, usar salto alto, pintar meu cabelo de loiro sueco se for do meu gosto sem ter q pensar q nego estará me apontando com o dedo na rua.. ih, essa aí, nao sei.. foi se vestir assim agora nao adianta chorar. Peralá, somos autônomas, donas do nosso próprio nariz, médicas, políticas, ministras, avançamos!!
O preconceito machista se esconde na sombra de comentários como os expressos neste post: "Toda ação tem consequência (...) Daí chora e chama a polícia e a tv"???
Nao sei, acho q vcs deveriam sim, refletir sobre o q foi colocado no post. Mulheres tb podem ser machistas, e mt.

Ana Paula, eu assinei o post em si + três comentários. Minha postura sobre o assunto está exposta. Em um deles eu já disse porque o nome da moça não é citado.

Aceito perfeitamente publicar a opinião de vocês, leitoras do blog. Só quero evitar que, por conta da busca do Google, um publico que não é o do Twins venha parar aqui.

Olá! Não sou leitor do seu blog, mas minha namorada é uma leitora assídua e me apresentou esse post. Quero aqui também expressar minha solidariedade com a autora do post. Ela tem uma opinião própria e concordo com em linhas gerais com a argumentação dela. E aproveito a oportunidade para expressar meus comentários sobre algumas das principais polêmicas levantadas nos comentários do post.

1 - sobre o vestir o que se quer - todos, homens e mulheres, podemos nos vestir da maneira que desejamos, mas não podemos deixar de considerar que vivemos em sociedade e existe um código ético-moral que norteia o convívio social. Por exemplo, não podemos sair a rua nús e ir ao trabalho, caminhar na praça ou estudar assim só porque achamos que não se vestir é o que desejamos porque seremos acusados de atentado ao pudor e encaminhados a uma delegacia. Também certos trajes nào são aceitos em uma sessão de um tribunal, muitas profissòes exigem uniformes, assim como cada igreja tem seu próprio código que regra o vestuário usados pelos seus seguidores. E assim são todos os setores da sociedade, alguns mais flexíveis e outros não, dependo de fatores culturais, sociais e institucionais. Desde quando o ser humano resolveu viver em socidade e assinou o "contrato social" (texto muito lido nas ciências humanas) permitindo ao Estado estabelecer normas coletivas estamos sujeitos a elas e devemos considera-las antes decidir fazer o que queremos. Só na bárbarie ( o homem contra o homem, sem lei nem justiça) é que fazemos algo sem considerar a coletividade. Dessa forma, dizer que simplesmente cada um se veste como quer é muito pouco para querer defender a suposta vítima. Na minha interpretação o que ocorreu foi algo mais simples, a garota só quis ir a faculdade daquele jeito para chamar a atenção de alguém de seu interesse (um garoto) e de repente viu que a coisa toda fugiu ao seu controle. Aí era tarde! Porque os olhares de desejo se tornaram olhares de revolta coletiva. A universidade não soube lidar com a situação e a garota orientada por um advogado conseguiu aproveitar ainda mais seus quinze minutos de fama. Não há vítimas. Todos tem sua parcela de culpa. A garota porque não teve bom senso na vestimenta, pois não levou em consideração o ambiente de estudo e não pediu ajuda quando os primeiros meninos a chamaram de "gostosa" (ela só agiu quando o "gostosa" passou para ofensas e ameaças). A multidão é culpada por agir como bárbaros. E a universidade também tem culpa porque não soube agir no momento para conter os alunos e depois errou ainda mais ao expulsar quando deveria ter uma atitude educativa e pedagógica.

Continuando....

2 - machismo vs. feminino - muitos comentários atribuiram ao post e aos comentários ora o conceito de machismo ora de feminismo. Desculpem, mas a blogueira ao expressar sua opinião em nada há de machismo. Analisar a vestimenta de uma mulher ou dizer que ela não se atentou ao convívio social é uma opiniào machista? Nào, claro que não. E dizer que a mulher tem a liberdade de se vestir como bem entender é defender o feminismo? Também não. Nossa sociedade é patriarcal, o papel do homem sempre foi central na organização do trabalho, da vida social e no ordamento jurídico. A luta feminina veio para permitir a mulher participar das instâncias de decisào, poder execer funções antes exclusivas de homens, ter autonomia para ir e vir, participar da vida política, dispor da sua sexualidade, decidir seu futuro, etc. Agora será que mostrar as intimidades é uma atitude feminista? Andar nua no carnaval é feminista? Nào! Isso nada tem haver com a autonomia da mulher, e sim está relacionado a transformar a mulher em objeto. Com o pretexto de que cada mulher pode dispor do seu corpo e sexualidade a sociedade do consumo, ainda cheia de ransos machistas, transformou a mulher autonôma em mulher objeto de desejo cuja única função é atrair o desejo masculino por sexo. Mulher objeto em outras palavras é mulher mecadoria, que ao se expor dessa forma se coloca no mesmo patarmar que qualquer outro objeto ou mercadoria de desejo. E numa sociedade de consumo esse desejo por sexo é utilizado para gerar dividendos e lucros financeiros algumas empresas que exploram comercialmente mercadoria-mulher. As feministas, como alguém já disse nos comentários anteriores, nào teriam nenhum orgulho das mulheres-frutas e outras. Lembrem que o dia da mulher foi instítuido em homenagem as trabalhadoras de uma fábrica do EUA que morreram por lutarem por seus direitos e condições de trabalho. Essas sim brigaram para que as garotas de hoje tivessem liberdade para estudar e fossem minimamente respeitadas na sociedade e no trabalho.

Só um comentário final para blogueira Vivi, (Gêmea boa). Parabéns pelo post! Lembre-se que a partir do momento que seu post foi publicado ele é público e todos podem ler. Foi infeliz a sua frase em que afirma não querer atrair gente de fora no seu último comentário. Que atraia, e atraia muita gente! Você tem talento e merece um público cada vez maior! As polêmicas sào ótimas porque trazem novas opiniões e mostram que as pessoas estão interessadas no que você diz. Portanto, que sejam bem vindos novos leitores e você conquiste mais espaço com seu blog. Obrigado pela oportunidade de comentar! Abraços! Rodrigo.

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